Amanda Menger
Sangão

Antônio Mauro Eduardo (PP) foi reconhecido ontem à noite pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como prefeito reeleito de Sangão. Os juízes acataram por unanimidade (6 a 0) o recurso solicitado por ele. O registro do candidato havia sido cassado pelo juiz da 33ª zona eleitoral de Tubarão, Luiz Fernando Boller.
O prefeito era acusado de ter utilizado a máquina pública em benefício próprio.

Um funcionário da secretaria de educação da prefeitura teria utilizado os computadores públicos para realizar o registro dos candidatos da chapa de Antônio Mauro. A denúncia foi feita pela coligação adversária e acatada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
Durante a investigação, foi expedido um mandado de busca e apreensão e um dos computadores da secretaria foi periciado. Além disso, em uma audiência o funcionário admitiu o erro.

Para o deputado estadual Joares Ponticelli (PP), que acompanhou o julgamento, o resultado foi muito bom. “Não apenas porque comprovou que não houve má fé de Antonio Mauro, como conseguimos reduzir o valor da multa. O juiz Boller havia fixado a multa em R$ 100 mil e o relator baixou para R$ 10 mil”, relata.
Com a decisão do TRE, confirma-se o número de prefeituras que serão comandadas pelo PP na Amurel. “Temos quatro prefeituras: Sangão, Santa Rosa de Lima, Treze de Maio e Rio Fortuna, e quem sabe teremos ainda Braço do Norte, já que o processo ainda não foi julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, afirma.

A cassação do registro de Antônio Mauro levantou uma polêmica na região, pois o número de votos nulos chegou a 53,57% o que poderia indicar uma nova eleição. “Isso fica definitivamente sepultado. Não há mais o que questionar. A vontade do povo é que Antônio Mauro seja prefeito por mais quatro anos”, observa Ponticelli.