Zahyra Mattar
Tubarão

Sem a apresentação de nenhuma outra proposta da diretoria da Celesc às reivindicações dos trabalhadores, a categoria votou ontem, em assembleias feitas em todas as regiões do estado, pela greve por tempo indeterminado. O movimento, pacífico, inicia às 6 horas da próxima sexta-feira. O Notisul antecipou esta informação, com exclusividade, na semana passada.

Mesmo com a decisão, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul de Santa Catarina (Sintresc), Henri Machado Claudino, não descarta a possibilidade da empresa apresentar, no decorrer desta semana, uma contraproposta.

A última, anunciada na sexta-feira da semana passada, foi considerada insuficiente pela categoria. “Esperamos que a empresa não espere o início da greve para voltar a negociar. O acordo coletivo da Celesc não tem nenhuma cláusula fora da realidade, mas é insuficiente para o nível da categoria. Seria como regredir. Além disso, o que pedimos é o mínimo”, considera Henri.

O presidente pontua ainda que o Sintresc está disposto a voltar a dialogar esta semana para que a paralisação nem inicie. “Se até segunda-feira não houver flexibilização, vamos parar”, reforça Henri.

Os ponto de desacordo
A greve dos servidores da Celesc, a ser deflagrada efetivamente na terça-feira da próxima semana, foi acordada entre os funcionários com base em apenas dois pontos onde não houve acordo com a estatal. O primeiro é quanto ao reajuste salarial, cujo percentual, de 4,2%, é menor do que a inflação estimada para o período. O outro é quanto ao corte de benefícios a novos ingressos na Celesc.

A empresa pretende fazer um concurso público em 2011 e, pela proposta da estatal, estes novos trabalhadores não teriam direitos adquiridos há muitos anos pela categoria, como o anuênio, a gratificação de férias, gratificação de 25 anos e licença prêmio de cinco anos trabalhados.