Zahyra Mattar
Capivari de Baixo

Continua a série de protestos em Capivari de Baixo por conta de exoneração de vários servidores da prefeitura. As demissões começaram segunda-feira, um dia após o prefeito Moacir Rabelo (PP) ser derrotado nas urnas pelo concorrente, Luiz Carlos Brunel Alves (PMDB). Coincidência ou não, o fato inflamou boatos, alguns sem fundamento, e manifestações populares. No bairro Santo André, por exemplo, a comunidade foi para as ruas reivindicar a volta de enfermeira-chefe da Estratégia da Saúde da Família da localidade. Ela foi transferida para outro bairro.

A não manifestação do prefeito Moacir Rabelo, que se recusa a emitir um parecer oficial sobre o caso, piora a situação. É difícil distinguir o que é boato daquilo que é verdade. Especula-se que pouco mais de 500 pessoas tenham sido exoneradas até o momento. Fala-se que outras 300 estariam com os dias contados, o que não é confirmado pela assessoria de imprensa da prefeitura.

O Pronto-Atendimento 24 horas da cidade teve o funcionamento alterado por conta dos cortes. Até o fim deste ano, passará a atender 12 horas por dia. Alguns serviços não serão mais feitos, como endoscopia, por exemplo. Os funcionários demitidos ocupam, na maioria, cargos de confiança e vagas de estágios.

O enxugamento do quadro de pessoal visa, conforme a assessoria da prefeitura, chegar ao fim do ano – e do mandato de Moacir – com as contas em dia. Praticamente todos os setores sofrerão cortes. Ficarão apenas os funcionários necessários para o funcionamento de cada pasta. A área mais afetada é a saúde. É nesta secretaria onde ocorre a maior parte das demissões.

Por outro lado, existem boatos de que a manobra seria para tampar um rombo histórico da prefeitura de Capivari de Baixo: algo entre R$ 8 milhões em dívidas. Porém, a informação é tratada como boato pela assessoria. Segundo informações da prefeitura, as dispensas são necessárias porque Moacir não poderá deixar nada que atrite com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).