Zahyra Mattar
Tubarão

Na edição da última quarta-feira, a leitora do Notisul, Ivânia Camargo, moradora do bairro São Martinho, em Tubarão, veio à público denunciar uma prática bárbara: cães são mortos indiscriminadamente no município. Naquele mesmo dia, a própria leitora teve envenenados quatro, dos mais de 50 cães que resgatou das ruas.

Uma das cadelas morreu, outras três ficaram internadas em estado grave. Sobreviveram.
Devido à correria para tentar salvar os bichinhos, Ivânia não teve tempo para limpar o canil dos animais, como faz todos os dias. Não demorou muito para a Vigilância Sanitária ser acionada e emitir uma ordem para que ela retire os cães de sua casa em um prazo máximo de 30 dias.

Os cães cuidados por Ivânia foram todos retirados das ruas de Tubarão. Muitos foram atirados em de sua casa por pessoas que não conseguiam mais cuidar de seus animais. Na outra oportunidade, Ivânia já se disse interessada em alugar ou arrendar um sítio sem vizinhos próximos para criar os animais.

Agora, esta necessidade é ainda mais urgente. “Vou fazer o quê? Soltar todos na rua novamente? Ou quem sabe levo tudo para a prefeitura?! Quem sabe assim a construção do canil seja viabilizada. Peço que, se algum advogado sensibilizar-se pela causa, nos ajude ou teremos mais, no mínimo, 50 cães soltos na rua, à própria sorte”, escreve Ivânia, em e-mail enviado ao Notisul. Um representante da Vigilância Sanitária de Tubarão foi procurado, mas não pôde responder sobre a ordem de despejo dos cães.