Municípios em situação de emergência, como Pedras Grandes e Pescaria Brava, enfrentam dificuldades com a burocracia para liberação do FGTS às vítimas atingidas pelo vendaval  -  Foto:Defesa Civil de Pedras Grandes/Divulgação/Notisul
Municípios em situação de emergência, como Pedras Grandes e Pescaria Brava, enfrentam dificuldades com a burocracia para liberação do FGTS às vítimas atingidas pelo vendaval - Foto:Defesa Civil de Pedras Grandes/Divulgação/Notisul

Capivari de Baixo

Após o reconhecimento do decreto de estado de situação de emergência pela União, a Defesa Civil de Capivari de Baixo intensificou as ações para cadastrar o endereço e prejuízo das vítimas atingidas pelo fenômeno climático que afetou a região no último dia 16 de outubro. O atendimento ocorrerá até a próxima quarta-feira, das 7 às 13 horas, na sede da Defesa Civil, no prédio da estação rodoviária.

A Defesa Civil do município reforça que as pessoas que já fizeram o cadastro não devem procurar o órgão, pois seus cadastros foram entregues ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) estadual nesta sexta-feira. O coordenador da Defesa Civil do município, Onássis da Silva já procurou a gerência da Caixa Econômica Federal e a mesma informou que até o encerramento do prazo desta segunda etapa de cadastramento de atingidos definirá o local para atendimento ao público para a liberação do FGTS.

Municípios apresentam série de dificuldades com documentação solicitada pela Caixa
Além de Capivari de Baixo, outros municípios da Amurel tiveram seus decretos de situação de emergência reconhecidos pela União nos últimos dias, como Pescaria Brava e Pedras Grandes. No entanto, após semanas de espera da confirmação da liberação do benefício, os municípios enfrentam problemas com a exigência de documentos feitos pela Caixa.

“Está difícil. Falta apoio por parte da Caixa. A burocracia é absurda. Estamos preenchendo uma série de documentos e até agora não há previsão de data para a liberação do FGTS”, relata o coordenador de Defesa Civil de Pedras Grandes, Adson Batista.

Ele destaca que Pescaria Brava passa pelo mesmo impasse, o que atrasa o pagamento do benefício ao cidadão. “Dá impressão que o governo federal não tem interesse em liberar esses valores, que é um direito dos trabalhadores.

Estamos com muitas dificuldades, mas continuamos na busca dos documentos exigidos para auxiliar a população atingida”, enfatiza.