Amanda Menger
Tubarão

A venda de bebidas alcoólicas em festas juninas, seja cerveja ou quentão, é proibida pela lei estadual 12.948, de maio de 2004. A determinação é válida para todos os eventos realizados por escolas, sejam públicas ou privadas e em todos os níveis de ensino: fundamental, médio, superior, técnico e profissionalizante.
Contudo, nem sempre as escolas cumprem o que determina a lei. A polêmica voltou à discussão depois de uma briga próximo à escola Henrique Fontes, no dia em que a instituição realizava uma festa junina. A diretora da escola, Fabíola Cechinel, garante que a confusão não teve nada a ver com a festa.

“A nossa festa já tinha inclusive terminado. Nós chamamos a Polícia Militar porque não poderíamos ver um fato destes e nos omitir. O caso ocorreu fora da escola, a uma quadra de distância”, afirma a diretora. Sobre a venda de bebidas alcoólicas, a diretora preferiu não falar. “A festa foi organizada pela Associação de Pais e Professores”, diz. O Notisul tentou contato com presidente da APP, Adílson Silva, porém, ele não foi localizado.

O lucro da festa será revertido em melhorias para a escola. “Vamos trocar os quadros verdes por brancos e serão instalados alguns armários para que os alunos deixem os materiais, como livros, na escola”, revela Fabíola.
As denúncias serão averiguadas pela gerência regional de educação. “A lei é clara: não pode vender. As reclamações serão conferidas. Vamos chamar os envolvidos e depois tomaremos as providências. Ninguém pode dizer também que não foi avisado. Todos os anos, nós enviamos uma cópia da lei e ainda fornecemos uma receita de quentão sem álcool”, afirma a gerente de educação, Teresa Cristina Meneghel.

No município
• Assim como a gerência regional de educação, a secretaria de educação da prefeitura de Tubarão também faz recomendações aos diretores para que não permitam a venda de bebidas alcoólicas em eventos escolares. “Todos os diretores e professores sabem que não se pode vender bebidas para menores e nem em festas juninas. Nas nossas escolas, não se vende nem o quentão com álcool, há receitas que são muito saborosas. A secretaria de educação não incentiva a realização de festas, mas também não proíbe. Sabemos que é uma tradição, mas é preciso bom senso”, observa o secretário José Santos Nunes.