Equipes da Fatma e Defesa Civil estiveram recentemente em Tubarão e devem vir novamente neste mês  - Foto:Gabriel Felipe/RBS TV/Divulgação/Notisul
Equipes da Fatma e Defesa Civil estiveram recentemente em Tubarão e devem vir novamente neste mês - Foto:Gabriel Felipe/RBS TV/Divulgação/Notisul

Silvana Lucas
Tubarão

Palco de uma grande tragédia, ocorrida em 1974 e fonte de água para milhares de pessoas da região, o Rio Tubarão é o ator principal da história do município. Presença na vida dos moradores da cidade que aguardam há anos, a realização de obras para evitar que novas cheias voltem a prejudicar a população.

Desde 2013 um compromisso foi assumido no município, a entrega do projeto executivo da primeira etapa para as obras de desassoreamento do rio. No ano passado foram iniciados os estudos para construção do projeto ambiental, tam bém realizado por técnicos da empresa Prosul, ganhadora das licitações.

Em agosto o projeto ambiental foi concluído e até hoje ainda não foi agendado as audiências públicas em Tubarão e em Laguna pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), que anteriormente a este processo precisa liberar as licenças ambientais. Trabalho que os membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar aguardavam ocorrer neste fim de ano.

“Uma equipe da Defesa Civil do estado fez uma vistoria na região nesta terça-feira e fará uma nova, ainda este mês. Após estas visitas, eles irão se reunir com os representantes do Comitê e os envolvidos para definir a data da audiência pública que ocorrerá no ano que vem”, informou os representantes da Fatma.

As audiências fazem parte do processo que validam o projeto, que juntamente com as licenças ambientais, são os argumentos necessários para captação de recursos para finalizar a obra.

O projeto
O projeto executivo para o desassoreamento do Rio Tubarão engloba os projetos básico e de impacto ambiental, todos fundamentais para a execução da obra. A ação prevê dragagem, aprofundamento e recuperação da calha do Rio Tubarão para melhorar o escoamento e reduzir as possibilidades de cheias. 
A obra foi recomendada pelo Comitê de Bacia do Rio Tubarão. Pelo menos 6.831.455,075 metros cúbicos de areia serão removidos de um trecho de 29,7 quilômetros do manancial, entre a área urbana de Tubarão e a foz do rio, em Laguna. Depois, será elaborada e lançada uma nova licitação para escolher a empresa que realizará os trabalhos. A partir da ordem de serviço para a redragagem, estima-se um prazo de dois anos para a vencedora da licitação concluir o serviço. Os investimentos para realizara a obra, estima-se em mais de R$ 300 milhões.