Mesmo sem utilidade, ainda há motoristas que colocam cartões de estacionamento nos veículos.
Mesmo sem utilidade, ainda há motoristas que colocam cartões de estacionamento nos veículos.

Carolina Carradore
Tubarão

Enquanto a prefeitura de Tubarão estuda o destino da Área Azul, a Caiuá Consultoria e Planejamento está de mãos atadas. “Estamos reféns da prefeitura, pois não sabemos se iremos rescindir o contrato ou, quem sabe, voltaremos a prestar serviço em Tubarão”, disse ontem o assessor jurídico da empresa, Luiz Henrique Lima.

O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) definiria a situação do estacionamento rotativo ontem, mas o prazo foi adiado até o dia 9 do próximo mês, quando encerra o prazo de suspensão dos trabalhos da Caiuá, determinada pela prefeitura. “A gente espera uma posição deles todos os dias. Enviamos uma proposta amigável no início do ano”, lembrou ontem o diretor da Caiuá, Hélio Mizubuti.

Segundo ele, no último contato feito com representantes do poder público municipal, a empresa havia recebido um comunicado informando que a prefeitura pretendia assumir os trabalhos da Área Azul e que aguardava da Caiuá uma proposta amigável para que o contrato pudesse ser rescindido. Dia 9 de abril, foram suspensos os trabalhos da empresa na cidade por 60 dias.

Ontem, o secretário de segurança e trânsito, Antônio Bittencourt, afirmou que apenas em junho será decidido de fato que rumos serão tomados quanto ao estacionamento rotativo de Tubarão. Uma das alternativas seria utilizar serviços da própria prefeitura para tocar o trabalho. Ele não descarta a possibilidade também de terceirizar os serviços da Área Azul ou até de contratar alguma entidade da cidade.

Desinformação
Desde que a justiça determinou a suspensão dos avisos de irregularidades emitidos pela Caiuá Assessoria e Planejamento, em fevereiro deste ano, o estacionamento rotativo foi desativado. O motorista não precisa mais de cartão e nem se preocupar com o tempo em que o carro ficar estacionado na região central. Ainda assim, há quem não sabe das mudanças e ainda insistem em colocar cartão nos veículos.