Karen Novochadlo
Laguna

Há dois meses o garçom Mário Sérgio Sebastião Estácio, 35 anos, de Laguna, descobriu que é adotado. O pai de criação, José Apolinário Estácio, 70 anos, fez a revelação por medo de morrer e deixar o único filho sozinho. A mãe adotiva de Mário Sérgio, Lori Sebastião Estácio, faleceu há dez anos e ele não tem muito contato com os parentes.

O que poderia traumatizá-lo, na verdade trouxe-lhe um objetivo: encontrar sua nova família. “Eu quero saber a minha raiz. Vou me sentir muito feliz, muito mais completo. Eu preciso saber quem foi a minha mãe, se está viva”, suspira Mário Sérgio, emocionado.

O garçom possui poucas pistas sobre o paradeiro da mulher. Seu pai não recorda o nome ou traços físicos. Entretanto, sabe que os parentes dela moram no bairro Magalhães, em Laguna. A assistente social que atendeu os pais adotivos de Mário Sérgio há 35 anos, revelou que a mãe biológica trabalhava como doméstica em uma casa em Florianópolis.

Ela engravidou e enviou o bebê para adoção por medo de perder o emprego e a moradia. O patrão dela, contou a assistente social, não queria crianças em casa. Mário Sérgio nasceu no Hospital Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos no dia 14 de outubro de 1975.

A instituição mantém os registros da mulher. Contudo, não pode entregá-los sem uma ordem judicial. Apesar da dificuldade de encontrar alguém sem ter tantas informações, Mário Sérgio não perde a esperança de conhecer sua mãe e lhe apresentar sua família: sua esposa Karla Damásio, 24 anos, e o pequeno Maik, de 5 anos.

Serviço
Quem lembrar do episódio de 35 anos atrás, pode entrar em contato com o Mario Sérgio pelo telefone 9157-1759, ou com sua esposa Karla: 9108-2649.