Sequestro em Palhoça: Menina foi encontrada em meio a “brinquedos macabros e bagunça generalizada”, diz polícia

Menina foi raptada dentro da própria casa em Palhoça e encontrada neste domingo em uma residência em Florianópolis. Policiais disseram que o local parecia um "filme de terror".

A pequena Fabíola Tormes de 4 anos raptada dentro da própria casa, em Palhoça, na sexta-feira foi encontrada na manhã deste domingo (20) na residência de um casal, em Florianópolis.

De acordo com a Polícia Civil a casa estava uma “bagunça generalizada, sem condições nenhuma de estadia de qualquer ser humano, havia fezes de animais misturadas com roupas de criança, brinquedos macabros e bonecas pintadas como se fosse filme de terror”, disse o delegado João Fleury, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Capital, durante coletiva de imprensa.

A menina foi encontrada em uma casa de dois pavimentos no bairro Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis, a 50 quilômetros de Palhoça.

Durante a coletiva o delegado Fábio Pereira, da Dpcami de Palhoça, disse que em frente à residência foi avistado o veículo com as mesmas características descritas pelos vizinhos de Fabiola, em seguida viu o homem no piso térreo da casa. A polícia fez a abordagem e ele teve que ser imobilizado por resistir com violência.

“Ele foi indagado se havia mais alguém na casa e, primeiro, disse que estava sozinho. Depois, insistiram e ele disse que estava com a esposa. Em um terceiro momento, ele disse que havia uma menina que eles estavam cuidando”, relatou Fábio Pereira.

Os policiais averiguaram o piso superior da casa e localizaram Fabiola no colo da mulher. “Ela não soltava a criança de maneira alguma. Foi dado comando para que ela largasse a criança e ela não atendia”, disse o delegado Pereira.

Mesmo com a resistência da mulher, os policiais conseguiram pegar a menina. O casal foi preso em flagrante e autuado por sequestro qualificado. Eles foram encaminhados à Dpcami de Palhoça para prestar depoimento.

Ainda durante a coletiva de imprensa os policiais relataram que Fabiola estava bastante assustada e não queria ficar com o casal. “Ela se emocionou um pouco, mas depois foi dando risada. Chegou a falar que éramos os super-heróis dela”, disse o delegado João Fleury.

Sobre os sequestradores

Ainda não foi informada a motivação do crime porque, de acordo com a delegada Eliane Chaves, diretora de polícia da Grande Florianópolis, a prioridade era localizar a criança.

A polícia não informou as identidades do casal, mas adiantou que eles são do Rio Grande do Sul e moram há muitos anos em Florianópolis. As investigações apontam que eles já rondavam a casa de Fabiola desde o começo do mês.

O caso ainda está em investigação e a Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito.

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