quarta, 23 de janeiro de 2019
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Tecnologia e Inovação - Cassio Brodbeck

Tecnologia a serviço da segurança pública

Publicado em 25/10/2018 00h12

Uma das inovações adotadas para garantir que uma cidade se torne inteligente - tema tratado na última coluna - é o monitoramento remoto, que pode ser feito a partir de câmeras conectadas associadas a sistemas para gerir questões que vão desde a energia, distribuição de água mas, sobretudo, a segurança pública.

 Tecnologias como reconhecimento facial por meio de imagens em alta resolução captadas por câmeras; gravação e monitoramento de áudio via rádio; escutas; abertura e fechamento eletrônico de portões e demais acessos; reconhecimento de placas a partir da consulta automática pela própria máquina à base de dados da polícia; cruzamento de informações a partir do uso de Big Data, dentre outras inúmeras soluções. Além disso, hoje existem vários softwares de inteligência que auxiliam agentes fiscalizadores a tomar medidas rápidas na identificação de pessoas que estejam praticando algum tipo de ilicitude, seja contra terceiros ou contra o patrimônio público. Em Santa Catarina, várias empresas fornecem essas e outras tecnologias, algumas já aplicadas em cidades da região e utilizadas por autoridades como polícias civil, federal, entre outros órgãos de investigação.

 Nesse sentido, a parceria entre governos e empresas de tecnologia é benéfica e estratégica. Tanto que muitos países já se deram conta dessa importância, como são os casos dos Estados Unidos e de Israel. Em ambos, representantes do governo apresentam seus desafios e demandas para as organizações desenvolvedoras, a fim de que produzam sob medida soluções para suas necessidades.

 Se antes atitudes suspeitas levavam meses para serem descobertas, com a tecnologia esse tempo se reduziu consideravelmente. Com a Internet das Coisas, quase tudo hoje é conectado, facilitando o trabalho de quem age para proteger, seja uma pessoa ou um conjunto delas.

 É certo, porém, que esse caminho é uma via de mão dupla. Assim como pode ser utilizado para auxiliar aqueles que trabalham para servir ao bem estar coletivo, quando da ocorrência de potenciais vulnerabilidades - como o acesso ilícito desses sistemas por agentes maliciosos - também podem vir a se tornar vítimas de ameaças, como ataques orquestrados por ransomwares, códigos maliciosos que sequestram dados e promovem a perda de informações, muitas das quais sensíveis, gerando danos financeiros, emocionais e de outra ordem.

Sem dúvida que tecnologias de ponta devem ser adotadas, a fim de desenvolver ainda mais o potencial das cidades e daqueles que fazem sua gestão. Mas esse processo precisa andar de mãos dadas com políticas eficientes para proteção virtual; especialmente em um contexto no qual passam a vigorar legislações para assegurar a privacidade das pessoas, como é o caso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de n. 13.709/2018. A segurança da sociedade é importante, sem perder de vista o zelo pelas informações em âmbito digital.

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