quarta, 23 de janeiro de 2019
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Tecnologia e Inovação - Cassio Brodbeck

Os riscos por trás da nuvem

Publicado em 23/08/2018 00h11

Com o avanço da transformação digital, as organizações estão apostando no modelo de consumo de serviço, seja software, infraestrutura, plataforma, e isso aumenta a utilização de cloud computing, a computação em nuvem. A medida tem sido útil, uma vez que ao invés de depender de uma infraestrutura física que pode se tornar obsoleta e com manutenção onerosa, a nuvem é uma opção mais moderna. E não apenas empresas, mas usuários como nós, também estão fazendo uso dessa tecnologia. Utilizamos a nuvem para arquivar documentos, fotos, fazer backups, enfim, uma série de informações que ficam confiadas a grandes empresas como a Google, que oferece o serviço em versões gratuitas e pagas.

E qual o problema nisso? Justamente o fato de não só pessoas como organizações concederem a terceiros a função de armazenar informações que podem ser sensíveis, passíveis de sequestro em algum incidente envolvendo um ransomware, por exemplo. A pesquisa Navigating a Cloudy Sky: Practical Guidance and the State of Cloud Security, conduzida pela McAfee, apontou que uma a cada quatro empresas que utilizam nuvem pública tiveram dados roubados.

Ainda de acordo com o estudo, apenas 16% dos 1.400 profissionais de TI entrevistados disseram não armazenar dados confidenciais na nuvem pública; 40% disseram que dados sobre informações de pagamento, de colaboradores e governo, e documentos internos são compartilhados na nuvem. De todo modo, essas informações ficam expostas a quem tem acesso direta ou indiretamente a elas; dados que podem ser valiosos sobre o negócio ou entidade em si e sobre terceiros - clientes ou usuários. E, em caso de incidentes, podem ser perdidos de forma ilícita.

Além disso, é válido ressaltar que após a vigência da regulamentação europeia, o General Data Protection Regulation, mais conhecido como GDPR, outras nações passaram a se preocupar com a privacidade das pessoas, inclusive o Brasil. A nova lei de proteção de dados pessoais - lei 13.709 de 14 de agosto -, sancionada pelo presidente recentemente, vai regulamentar a coleta, armazenamento e manipulação de informações. Essa legislação por si só será um desafio para todo e qualquer negócio ou entidade pública que faça algum desses procedimentos e que dependa de um fornecedor - como uma empresa que forneça a nuvem - para guardar os dados.

Por isso, não basta apenas confiar a um terceiro a segurança de um volume de dados, sem saber como essa proteção da informação é feita. É preciso se antecipar aos possíveis incidentes. No caso das organizações, é fundamental contar com uma política de segurança que inclua não apenas o uso de soluções digitais para proteção das informações, como o treinamento das pessoas que as manipulam. Quanto à sociedade em geral, as pessoas devem se atentar aos termos de uso dos serviços com base na nuvem que utiliza, lê-los e conhecer de que forma seus dados serão usados. Uma ação simples, mas que, geralmente, é negligenciada.
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