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Tecnologia e Inovação - Cassio Brodbeck

Os desafios de segurança na era da inteligência artificial

Publicado em 16/08/2018 00h10

Entre as tendências tecnológicas, uma que está sendo usada tanto nos negócios quanto para fins de entretenimento é a inteligência artificial. Esse tipo de tecnologia é sofisticada: como o próprio nome sugere, ela consegue usar sua habilidade cognitiva para reconhecer rostos, identificar gostos, sugerir alterações, enfim, uma série de funcionalidades. Literalmente, a inteligência artificial consegue superar à humana, em razão da agilidade dos algoritmos na resolução de problemas ou na proposição de ideias.

Não é por acaso ou coincidência que, ao usar uma rede social como o Facebook ou o Instagram, determinados conteúdos que você goste aparecem com frequência; ou que ao usar o Google Fotos, o aplicativo consiga reunir fotos de uma mesma pessoa. Há, ainda, inteligências artificiais como o Watson, da IBM, multiuso, que pode desde ser um assistente para pensar questões em torno dos negócios, assim como auxiliar na descoberta de problemas de saúde, por exemplo. Em todos esses casos, a inteligência artificial está em ação. E a tendência é que isso aumente. O instituto internacional de pesquisas Gartner estima que até 2020 softwares de aplicação diversa devem utilizar esse tipo de tecnologia para poder facilitar a vida de muita gente.

Em 2016, durante a realização da Cyber Grand Challenge, competição patrocinada pela agência de defesa dos Estados Unidos, sete computadores competiram entre si para comprovar que eles, sozinhos, conseguiam encontrar falhas e reparar pontos de vulnerabilidade encontrados no sistema. Os mesmos que podem ser usados por agentes maliciosos para instalar algum vírus, os malwares, ou fazer o sequestro de informações, os ransomwares. E deu certo. O feito dos supercomputadores, porém, acendeu uma luz de alerta para outra questão: se as máquinas conseguem reparar o sistema, também poderiam, por exemplo, danificá-lo propositalmente.

Não se quer dizer, contudo, que devemos evitar essa inovação tecnológica ou temê-la. O que fazer, então? O X da questão é integrar vários sistemas de segurança da informação, associados à inteligência artificial, para que possa não apenas prevenir eventuais vulnerabilidades, como evitar incidentes mais graves. Não é a toa que os crackers, que organizam os ciberataques, também fazem uso dessa mesma tecnologia, além de outras, para orquestrar as ameaças digitais.

Porém, não adianta confiar 100% às máquinas a responsabilidade sobre a proteção de redes e sistemas. O fator humano também deve estar ciente e ser treinado. Uma política de segurança com boas práticas a serem seguidas numa organização, por exemplo, também é fundamental para que, em caso de algum incidente, pessoas e sistemas possam agir coordenadamente a fim de evitar problemas maiores, como visto no Brasil e em várias partes do mundo em 2017.

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