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Tecnologia e Educação - Fernando Darci Pitt

Aprendizagem Ativa - uma “skill” necessária

Publicado em 23/05/2019 00h10

Aprendizagem Ativa - uma “skill” necessária
Foto: Divulgação/Notisul

Acabamos o texto da última coluna com uma provocação, na qual questionávamos se você se considera um aluno ou um estudante. Sinceramente, espero que tenham refletivo quanto a importância de se considerar, e o mais importante, agir como um estudante.

O Fórum Econômico Mundial no seu documento intitulado de “The Future of Jobs Report 2018”, declara que entre as principais competências do profissional do futuro nos próximos cinco anos a capacidade de Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem está entre as primeiras, e que ainda entre 2018 e 2022, um total de 75 milhões de cargos poderão ser substituídos por máquinas e algoritmos, e em contra partida, estima-se que ao mesmo tempo poderão ser criadas mais de 133 milhões de novas vagas para outras atividades no mesmo período.
 
Neste mesmo contexto, nas duas últimas semanas abordamos o tema referente a grande quantidade de brasileiros desempregados, ao mesmo tempo que há milhares de vagas não preenchidas. O motivo? Novas funções que exigem qualificações diferentes das tradicionalmente adquiridas até os dias de hoje.

Então, qual a relação entre desempregados, vagas de emprego não preenchidas, competências do profissional do futuro, e entre essas a de Aprendizagem Ativa? E ainda, como não sabemos em qual ou quais profissões nossos filhos irão trabalhar qual caminho seguir?

Bom, as respostas (isso mesmo, as respostas!) são muitas, e faríamos o papel de “adivinha” se viéssemos neste espaço dizer quais são os melhores cursos e também quais as novas profissões que surgirão. Mas considerando a “Aprendizagem Ativa” como uma competência a ser desenvolvida, vamos tratar um pouco mais sobre o seu real significado.

Antes de mais nada, é necessário distinguir este novo modelo da chamada “aprendizagem tradicional”, onde o aluno age meramente como um “receptor” dos conteúdos que seus professores, os “transmissores”, direcionam-lhe. Geralmente, este processo ocorre sem grandes questionamentos e as “matérias” abordadas são aceitas como sendo o que há de mais verdadeiro sobre os temas abordados.
 
Ocorre que, neste mundo de constante evolução e revolução tecnológica, o conhecimento de toda a humanidade tem crescido de forma exponencial, sendo humanamente impossível qualquer pessoa acompanhar tudo de novo que é descoberto e divulgado diariamente, seja pela ciência básica ou aplicada ou até mesmo nos acontecimentos históricos e econômicos.  Isso mesmo, acontecimentos históricos, pois se para nós hoje são meras notícias nos telejornais, amanhã serão a história da humanidade. 

E é exatamente por este motivo, dentre outros, que o estudante deve passar a ter uma atitude ativa no seu processo de aprendizagem, e nós educadores, devemos proporcionar esta condição para nossos educandos. 

Como isso pode ser feito? Com o uso da tecnologia claro! Mas não somente com ela.
Querem ver um exemplo disso? Lembram daquela experiencia em que colocávamos um grãozinho de feijão para brotar no algodão? Pois bem, imaginem o quanto podemos tornar nossas crianças ativas no seu aprendizado, se direcionaremos elas para que busquem elas mesmas todos os processos envolvidos, desde a semeadura até a germinação. E é claro, nesta hora que a tecnologia volta. 

A diferença está entre nós “ensinarmos” o que está acontecendo no modelo de aprendizagem tradicional, para os próprios alunos “aprenderem” no processo de aprendizagem ativa. 

E o melhor, com práticas constantes e estruturadas como essa, vamos ensinando nossos estudantes a “Aprenderem a Aprender”, que é uma das competências mais importantes neste cenário sócio econômico mundial que nossa humanidade vive hoje. Pois se não sabemos o que virá amanhã, pelo menos sabemos como “Aprender” o novo que chegará.

É fácil fazer deste modo? Certamente não é. Pois é necessário que saiamos do papel central, e muitas vezes considerado o mais importante, para nos tornarmos um personagem que por vezes será apenas um “coadjuvante”, e em outros momentos um ator mediador, um facilitador. Muitas outras vezes Um Mentor.

Como todos devem ter percebido, hoje existem ferramentas que são muito mais eficazes que nós quando se trata de reproduzir conhecimento. O YouTube é um exemplo disso, e com a vantagem de permitir assistir o mesmo vídeo quantas vezes quisermos, ou se não estiver interessante, passar para o seguinte no mesmo instante. 

Assim, nosso papel como educadores é o de dar ajudar nosso educando a aprender a aprender. Já dos Pais, é viabilizar o acesso ao conhecimento, acompanhar o desempenho escolar e estar presente na vida de seus filhos. Já dos Estudantes, espera-se que tenham consciência que a diferença entre ser o protagonista principal, ou um mero espectador da sua própria vida, só depende deles e de mais ninguém. 

Leia outros textos desta coluna em bit.ly/fernandopitt.


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