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Tecnologia e Educação - Fernando Darci Pitt

Trabalhar “com” ou “para” os robôs?

Publicado em 18/04/2019 00h26

Trabalhar “com” ou “para” os robôs?

O C-3PO talvez seja o robô mais medroso e conhecido do cinema. Ele teve sua primeira aparição em 1977. Só para situar quem não o conhece, é um “droide de protocolo fluente em seis milhões de meios de comunicação”, e junto com o R2-D2 protagonizou um dos principais papéis na saga “Star War”, estando presente em 10 dos 11 filmes oficiais (spoiler: ele voltará a aparecer no Episódio 9º que será lançado em 19 de dezembro de 2019 aqui no Brasil).

Agora muitos devem estar se perguntando: “o que este androide tem a ver a coluna”? A resposta é muito simples. É que na última semana trouxemos para cá um dos assuntos que mais tem rendido estudos na atualidade e gradativamente tem impactado nossas vidas, que é a Inteligência Artificial, e no imaginário de muita gente quando se fala em robôs logo associa-se a imagem de um “humanoide” ou um “androide” como o C-3PO, inteligente, autônomo e independente. Antes de continuar, é importante diferenciar algumas definições que são: Robôs são máquinas programadas para fazer atividades pré-programadas de forma autônoma ou não (o R2-D2 é um exemplo de robô); Androides são robôs com aspecto de um humano, como o C-3PO; e ainda temos os Ciborgues que são híbridos entre humanos e máquinas, como o Darth Vader.

Contudo, no atual nível de desenvolvimento tecnológico ainda estamos um pouco distantes de cruzar nas ruas com um droide, pois para isso seria necessário que no robô com aspecto humano (humanoide) pudesse ser implementado uma grande quantidade de sensores e motores para que o mesmo pudesse se comportar como nós nos movimentos e locomoção, além é claro, de introduzir a Inteligência Artificial, Machine Learning e talvez até uma “pitada” de sentimento e autocrítica. Quem sabe um dia chegaremos lá (Perigo!).

Mas se por um lado, não cruzamos com droides diariamente nas ruas, por outro podemos afirmar que os robôs já estão muito mais presentes do que podemos imaginar, e olha, que estamos apenas no início de sua utilização. Neste caso estamos falando principalmente dos robôs industriais designados para a fabricação de produtos manufaturados. Um grande exemplo de sua utilização é na indústria automobilística e também na indústria eletroeletrônica. Segundo a Federação Internacional de Robótica, estima-se que em 2016 houvessem em média 74 robôs para cada 10 mil funcionários no mundo, sendo que na Correia do Sul era de 631 robôs para este mesmo contingente de trabalhadores humanos, Singapura era de 488, Alemanha de 309, os Estados Unidos ocupava a 7ª colocação com 189 e o Brasil o 39º lugar com 10 robôs para este mesmo número de trabalhadores. Pesquisas similares indicam que no Brasil mais de 50% das atividades industriais poderiam ser automatizadas, e ainda um percentual elevado nas áreas de serviço e transporte.

Além do uso industrial há ainda um grande potencial de aplicação deles em campos que hoje são feitos por nós humanos e que envolvem grande risco ou que exigem extrema precisão. No que se refere a risco, podemos dar como exemplo a inspeção de ambientes de alto risco físicos como dutos e plataformas submarinas e espaços confinados, locais de desastres com contaminantes químicos, biológicos ou radioativos, dentre muitos outros. Já em condições que exigem alta precisão podemos destacar um campo relativamente novo e em grande desenvolvimento que é a cirurgia assistida por robôs, como nas ortopédicas e cardiovasculares. 

Teríamos centenas de outros exemplos de aplicações deles em nossas vidas como na assistência de idosos e enfermos, no cuidado de crianças e até mesmo nos afazeres domésticos, mas o mais importante neste momento é trazer o tema para reflexão e dizer que isto pode ser uma grande oportunidade de carreira.

Já no caso dos androides, vamos esperar que as 3 Leis da Robóticas ditadas por Isaac Asimov em seu Livro “Eu Robô” de 1950 sejam respeitadas no desenvolvimento destes ao longo dos próximos anos que são:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por ócio, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.

3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Mais tarde Asimov acrescentou a “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.


Oportunidade de carreira

Podemos ver esta nova realidade com dois vieses, um de “desespero total” no qual os robôs irão ocupar todas as atividades humanas, e a outra que é de oportunidade de carreira.

Esta última surge no sentido de que principalmente na robótica industrial são necessários técnicos e engenheiros para o desenvolvimento de novas plataformas, programação, manutenção e, até mesmo, o trabalho conjunto com estes. Porém, para este caminho é preciso muito estudo nas áreas de automação, programação, mecânica, eletrônica, eletromecânica e afins.

E, por fim, há ainda áreas do conhecimento que nenhum robô consegue substituir um humano, nas quais por exemplo envolva criatividade, pensamento crítico, resolução de problemas complexos, dentre outros.

Então, o caminho é manter nosso foco nos estudos e desenvolvimento pessoal.
Leia outros textos desta coluna em http://bit.ly/fernandopitt.


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