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Tecnologia e Educação - Fernando Darci Pitt

Inteligência Artificial, risco ou oportunidade?

Publicado em 11/04/2019 23h11

Inteligência Artificial, risco ou oportunidade?
Foto: Divulgação/Notisul

Na última semana, o Google anunciou o lançamento da sua mais recente e para alguns “assustadora” Inteligência Artificial (IA) Duplex para SmartPhones Androids e Iphones, sendo que desde outubro de 2018 estava disponível apenas para os telefones da linha Pixel (da própria Google). Mas afinal, o que é a IA Duplex? É uma tecnologia que utiliza o aplicativo “Google Assistant” para fazer ligações para locais definidos como restaurantes e cabelereiros, e marcar horários e/ou reservas, tudo isso conversando “naturalmente” como se fosse uma pessoa real na ponta da linha, inclusive imitando “cacoetes” e imitando estar “pensando quando lhe dão opções.
Embora este lançamento até o momento seja apenas para os Estados Unidos e não tenha previsão de chegar em outros países, por si só já é motivo de muita euforia para alguns e ameaça para outros, pois não deverá demorar muito para ser disponibilizado para o resto do Mundo, inclusive para o Brasil, pois o APP “Google Assistant” já funciona muito bem por aqui em Português do Brasil.

Independente de ser o “Assistant” da Google, a “Siri” da Apple, o “Watson” da IBM, “Cortana” da Microsoft, ou ainda a “Alexa” da Amazon ou muitos outras Inteligências artificiais cada vez mais disponíveis em aparelhos como smartphones, caixas de som inteligentes, smartTVs, e mais recentemente até mesmo em veículos, causam euforia ou assustam por alguns dos motivos que listaremos abaixo, mas antes, iremos descrever resumidamente como elas funcionam.

A Inteligencia Artificial nada mais é do que um algoritmo de aprendizagem que vai treinando a máquina com suas informações, e cada atividade executada ela fica sabendo “mais” e melhor ficam suas respostas. Ou seja, mais associação entre perguntas e respostas a máquina vai criando e por meio de padrões que vão sendo criados, a “inteligência” vai ficando mais robusta e o retorno aos questionamentos cada vez mais naturais. A sua história de desenvolvimento vem desde a década de 1950 com os primeiros estudos, e ganhou muito mais relevância na década de 1980 e mais recentemente, com os computadores e smartphones com processadores e memória cada vez mais velozes e com mais capacidade, respectivamente, permitiu o grande salto tecnológico que estamos vivenciando, e olha que isso é só o início desta tecnologia.

E é neste sentido que ela entusiasma milhões de usuários além de desenvolvedores, pois permite criar mecanismos cada vez mais automatizados e com respostas muito mais assertivas praticamente sobre tudo. Um exemplo disso é a “BIA”, um chatbot do Bradesco que utiliza a plataforma de computação cognitiva Watson da IBM, e desde 2018 vem fazendo atendimentos personalizados 24h por dia para correntistas do banco, interagindo com os mesmos sobre suas necessidades e dúvidas. Quanto mais interação ocorre, mas assertivas ficam os resultados. Atualmente são dezenas de interações a cada minuto, tudo isso eletronicamente sem a necessidade de intervenção humana.

Temos ainda o caso do “Watson for Oncology”, em que a inteligência artificial foi treinada para reconhecer com mais precisão possíveis tumores a partir de imagens e exames diversos, além de auxiliar os médicos por meio de opções de tratamento baseadas em evidências de outros tratamentos de sucesso e acesso constante a imensa literatura sobre o assunto que é disponibilizada a cada dia, o que é praticamente impossível para qualquer médico humano se manter informado e atualizado neste nível.

 Outros exemplos de assistentes virtuais que conhecemos bem são dos nossos smartphones, como o Siri da Apple e o Assistant do Google. Experimente perguntar para eles coisas simples como previsão do tempo e dicas de lojas e restaurantes na redondeza, e até mesmo peça para que eles lhe lembrem de algum compromisso em data e hora estipuladas.

Já em relação aos que se sentem ameaçados, o motivo principal é que estas soluções de inteligência artificial podem ceifar milhões de postos de trabalho, uma vez que estes algoritmos podem desenvolver pesquisas, agendamentos, e inúmeras outras atividades hoje exclusivas de humanos.  Vejam o que o Presidentes da Rússia Vladimir Putin falou em setembro de 2017: “A inteligência artificial é o futuro, não só para a Rússia, mas para toda a humanidade. Ela vem com oportunidades colossais, mas também ameaças difíceis de prever. Quem se tornar o líder nesta esfera se tornará o governante do mundo”.

Então, será que é “Risco ou Oportunidade”? Está muito cedo para afirmarmos se será um ou o outro caminho, mas uma coisa é certa, a depender de como for conduzida poderá ser os dois.


Inteligência Artificial na educação
Como não poderia ser diferente, a Inteligência Artificial também está criando uma condição muito favorável para a educação no mundo todo, uma vez que dentre muitas oportunidades, possibilita o retorno ao estudo individualizado e também ao estudo adaptativo, por exemplo.

Só para ficar nestes dois casos, o primeiro é quando cada aluno tem seu ritmo de aprendizado respeitado, podendo ser mais lento ou mais rápido do que se tivesse em uma turma “homogênea”, podendo inclusive ter velocidades variadas para cada área de estudo.

Já no outro caso, o estudo adaptativo é um método em que por meio da IA o aluno terá maiores ou menores interações com determinados conteúdos, em função de suas respostas e assimilação dos assuntos estudados. Por exemplo, se em matemática a dificuldade maior for em funções, serão utilizadas diferentes estratégias de ensino / aprendizado para este conteúdo, já se para frações houver mais facilidade de aprendizado, a IA dedicará menos tempo neste assunto.
Leia mais textos desta coluna em: http://bit.ly/fernandopitt



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