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Tecnologia e Educação - Fernando Darci Pitt

O que “eles” sabem sobre nós? Tudo

Publicado em 21/03/2019 22h33

O que “eles” sabem sobre nós? Tudo
Foto: Divulgação/Notisul

Na última semana, abordamos, nesta coluna, um tema muito importante, porém negligenciado pela maioria das pessoas, que é como você deixa suas pegadas digitais sabendo o que está fazendo, ou seja, você enquanto internauta está ciente das suas ações durante a navegação. Sabe qual website visitou, quais perfis olhou nas mídias sociais, e também com quem interagiu e qual foi esta interação.

Porém, nem todos têm ciência de que além destas pegadas digitais, também deixamos nossos rastros digitais, mesmo que contra nossa vontade a todo instantes, inclusive quando desconectados da rede de computadores. Acontece que o simples fato de existirmos e termos documentos, estarmos inscritos em atividades escolares regulares e controladas, termos um telefone (mesmo o mais simples), ou simplesmente andarmos nas ruas, milhares de empresas e governos estão nos acompanhando e monitorando, cada qual com o seu propósito. Para alguns isto pode até parecer “teoria da conspiração”, enquanto que para outros, apenas algo sem sentido, mas na verdade não é nem uma coisa nem outra, e sim a simples realidade.

No caso dos órgãos governamentais, são muitos os interesses em monitorar os passos de um cidadão, dentre os mais comuns são com foco na arrecadação e na segurança. No caso financeiro, um exemplo está na análise da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (Dirpf), onde a partir das informações de movimentações financeiras, hábitos de consumo e em especial das faturas mensais dos cartões de crédito é possível cruzar estas informações com as rendas declaradas e com o informado na declaração de ajuste, e assim, se necessário chamar o contribuinte para dar mais explicações. Tem-se ainda aqui no Brasil a implementação de supercomputadores e sistemas informatizados para controlar todos os passos das empresas também, desde a receita informada e impostos pagos, indo até mesmo para o controle de estoque e da folha de funcionários.

Já na área de segurança um caso que ilustra bem a atuação de alguns governos no acompanhamento dos passos dos seus cidadãos e também os de outros países,  incluindo inclusive governos amigos ou não, são as declarações polêmicas que Edward J Snowden  fez em maio de 2013, nas quais ele revelou que o governo do seu país possui programas para espionar e vigiar o mundo todo, que vão desde o monitoramento de conversas telefônicas e comunicações pela internet, até mesmo conteúdos integrais dos smarphones dos investigados mais “perigosos”, incluindo a obtenção de fotos íntimas, se necessário, tudo isso sob a alegação da Segurança Nacional. Em princípio, estes programas visam entender suas comunicações, e não lê-las. A leitura individual de cada mensagem trocada ocorria pontualmente apenas caso o “alvo” seja um “suspeito” em potencial.

Por outro lado, existem também o rastreio com fins econômicos, onde grandes empresas de comunicação e de marketing buscam o máximo de informações sobre o máximo de pessoas, a fim de construir “personas” bem definidas (persona=perfil de pessoas que se assemelham entre si). O propósito disso é bem claro, direcionar anúncios para um público bem restrito buscando alcançar o máximo de conversão em vendas com o mínimo de investimento em publicidade.
Como eles fazem isso? É muito simples, com base em todos nossos hábitos de consumo e navegação, tanto online quanto off-line, grandes empresas de mídias fazem uso destas informações e com o auxílio de programas de inteligência artificial e de muita estatística, conseguem criar perfis tanto coletivos quanto individuais, os quais são vendidos para os anunciantes.

Assim, a próxima vez que você baixar em seu smartphone um aplicativo de gravidez, por exemplo, e a partir de então começar a visualizar anúncios de produtos para bebês em suas mídias sociais ou até mesmo na navegação na internet por meio de um computador, já sabe, não é mera coincidência, e sim, anunciantes que compraram estas informações da sua “persona” para direcionar seus produtos com base no seu perfil de navegação. Pois, quando o produto é gratuito, provavelmente a mercadoria seja você!

Como este tema é muito extenso, e olha que nem abordamos a aplicação da engenharia social com fins de roubo de informações ou valores, certamente voltaremos a abordá-lo nas próximas edições e traremos dicas de como tentar minimizar seus impactos e influência sobre nosso consumo.


Seus rastros digitais
Como descrevemos são muitas as informações que “eles” sabem sobre nós, e para ilustrar isso vamos citar apenas dois exemplos:

• GoogleMaps
Quem tem um smartphone Android ou tem o aplicativo do google maps em seu telefone, e a depender do ajuste na configuração de privacidade, certamente você terá um registro de todos seus passos nos últimos tempos. É possível saber onde estávamos, em que dia e em que horário. Quem se interessou basta acessar o site abaixo e se logar com o mesmo nome de usuário de seu telefone:
https://www.google.com.br/maps/timeline.

• Facebook
A rede do Mark Zuckerberg, que já foi alvo de muita polêmica por quebra de privacidade (e olha que vem muito mais ainda), registra tudo que fazemos no Facebook e Instagram, por exemplo, e se você tem curiosidade em “relembrar” suas interações no “face”, basta logar no aplicativo, clicar na opção de configuração (última opção no canto superior direito com um formato de triangulo invertido) e então escolher a opção: Registro de Atividades.

Leia outros textos desta coluna em: http://bit.ly/fernandopitt.


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