O zelador de uma escola de Mineiros, no sudoeste de Goiás, foi preso suspeito de abusar de duas alunas de 11 anos, segundo a Polícia Civil. A Polícia Militar da região prendeu o idoso e registrou que ele confessou ter tocado as partes íntimas das meninas e que disse estar arrependido da atitude.

A situação foi registrada na terça-feira (24). Segundo o delegado responsável pelo caso, Júlio César Arana, o investigado estava com audiência de custódia marcada para quarta-feira (25).

Sem o nome do preso, que não pôde ser divulgado, a reportagem não conseguiu confirmar se ele segue à disposição da Justiça nesta quinta-feira (26) ou se foi liberado.

No dia seguinte às denúncias das crianças, o colégio divulgou um comunicado aos pais assegurando que todas as medidas necessárias estavam sendo tomadas, que as identidades dos envolvidos seriam preservadas e que empatiza com a situação vivida pelas famílias das vítimas.

Investigação

Com base nas denúncias das crianças, o zelador colocou a mão dentro da calça de uma delas que, assustada, saiu correndo; depois abraçou a segunda vítima, tendo tocado uma das nádegas da menina.

“Assustadas, elas foram à direção e comunicaram à coordenação o que tinha acontecido. Imediatamente, [a coordenação] chamou a equipe de psicologia da escola e, na sequência, a PM”, relatou Júlio César.

De acordo com o delegado, como as vítimas têm 11 anos, a situação é tratada como crime de estupro de vulnerável, que pode levar a até 15 anos de prisão. O idoso deve responder por este crime, mas o caso ainda está sendo investigado.

Segundo informações obtidas pela Polícia Civil, o homem trabalha na escola há cerca de 15 anos. A corporação informou que, até esta quinta-feira, não havia registro de nenhuma outra denúncia contra o zelador, mas não descarta a hipótese de que possa haver outras vítimas.

“E possível, mas, até o presente momento, não fomos procurados por pais. Algumas testemunhas estão sendo ouvidas, dentre elas a equipe da coordenação e equipe de psicologia. Todos confirmaram os fatos repassados pelas crianças”, explicou o delegado sobre a investigação em andamento.

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Fonte: G1