Wagner da Silva
São Ludgero

A Polícia Civil de Braço do Norte entregou na tarde desta sexta-feira, ao Ministério Público da comarca, o inquérito sobre a suspeita de comercialização de um recém-nascido em São Ludgero. A conclusão foi que, após a investigação, nenhuma informação referente ao caso foi encontrada e nada pôde ser provado. O caso chocou a população da pacata cidade.

A polícia interrogou os pais da criança, os supostos compradores e a pessoa acusada de intermediar a venda. Em nenhum dos interrogatórios foi provada a situação. Também nenhum recibo ou dinheiro, que poderia ser uma prova que caracterizaria a venda, foi localizado. Segundo a polícia, a única situação irregular foi a de uma adoção sem processo oficial.

Segundo informações colhidas na Delegacia de Polícia Civil, os pais biológicos já possuem outros filhos e achavam que não conseguiriam manter a família com mais uma boca para alimentar. E é neste momento que entra em cena o intermediário e a suposta família que queria, neste caso, adotar a criança e não comprá-la.

Como a adoção não passou por nenhum processo, é considerada ilegal e não poderia ser efetuada. O recém-nascido está em um abrigo para menores, em poder da justiça, e permanecerá no local até que haja uma decisão judicial definitiva sobre o assunto. O caso, agora nas “mãos” do Ministério Público, será avaliado e poderá receber novos rumos.