Maycon Vianna
Florianópolis

Um tubaronense adquiriu carro clonado em Porto Alegre. O automóvel, um EcoSport prata, foi apreendido por policiais de Florianópolis ontem pela manhã e ficou detido no pátio da Polícia Civil.
Os criminosos ‘esquentaram’ a placa e o número do chassi do veículo. A vítima comprou o carro de maneira legal e foi surpreendida com a notícia da clonagem. Os policiais desconfiaram do clone após averiguar a documentação.

Fenômeno crescente no Rio Grande do Sul, o roubo de carros e de caminhonetes para clonagem já supera, segundo estimativa da Polícia Civil do estado, a prática de destinar veículos para o ramo da autopeças, desmanches e ferros-velhos.

Os veículos clonados recuperados em Porto Alegre, por exemplo, têm como destino um depósito terceirizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) da capital gaúcha. Somente com uma perícia técnica é que a fraude em veículos clonados pode ser comprovada, bem como descoberta a numeração original.

O carro pode ser entregue ao seu verdadeiro dono. Esse tempo de espera amplia os prejuízos e os transtornos das vítimas. “Algumas cidades no interior têm depósito coberto, mas é raro. A maior parte não tem local apropriado para realizar perícia. Em alguns casos, as perícias podem demorar até dois meses para serem realizadas”, confirma Eliana Sarres Pessoa, diretora do Departamento de Criminalística de Porto Alegre.