O telefone público ao lado da lanchonete Pinguim, no bairro Andrino, em Tubarão, está totalmente danificado.
O telefone público ao lado da lanchonete Pinguim, no bairro Andrino, em Tubarão, está totalmente danificado.

Rafael Andrade
Tubarão

“Em épocas de festejos que reúnem multidões e nos fins de semana, ficamos de plantão. Pois é certo que os vândalos agirão”, lamenta Agenor Cunha, supervisor técnico da RM Infraestrutura, empresa terceirizada pela Oi que executa a manutenção e a reposição de telefones públicos na Amurel. São 15 técnicos espalhados por 15 municípios. O prejuízo de cada aparelho pode chegar a R$ 1,2 mil.

Além do prejuízo financeiro, os usuários dos telefones públicos também sofrem diretamente com a ação dos vândalos. “Já precisei chamar uma ambulância, pois a minha mãe havia desmaiado e fiquei desesperada. O ‘orelhão’ em frente a minha casa não funcionava, pois estava sem o fone, arrancado de forma estúpida. Então, tive que bater na porta de um vizinho para pedir emprestado um celular”, lembra a vendedora Cláudia Rozeng.

Normalmente, os usuários de telefones públicos solicitam a manutenção do aparelho. “É um processo burocrático. Precisamos registrar um boletim de ocorrência para a operadora responsável enviar uma autorização de reposição”, explica Agenor.
Alunos da Escola Estadual Martinho Alves dos Santos, no bairro São Martinho, ficaram por quase duas semanas sem poder utilizar o aparelho público. “Levaram a metade do telefone e algumas peças eletrônicas. Cheguei a guardar o que sobrou pendurado no ‘orelhão’”, denuncia o vigia da escola, Gilson Elias.

Há poucos dias, um telefone público foi amarrado no parachoque de um Fusca, arrancado da base e arrastado por três quilômetros entre os bairros Sertão dos Corrêa e Sertão dos Mendes, em Tubarão.