Mirna Graciela
Capivari de Baixo

A onda de violência não tem dado trégua. Mais um homicídio ocorreu na região, ontem. Desta vez, em Capivari de Baixo. Rafael Rodrigues Barbosa, 21 anos, levou três tiros após reagir a um assalto, em sua própria residência. Com mais este crime, chega a 11 o número de assassinatos registrados na região somente este ano.
O latrocínio – roubo seguido de morte – ocorreu na madrugada, por volta de 3 horas, na rua Machado de Assis, no Centro. Os quatro acusados do crime foram presos em Laguna.

Segundo o delegado Adriano de Almeida, de Capivari de Baixo, os criminosos seguiram a vítima para roubar a sua motocicleta, uma Twister. Quatro homens estavam em um Kadet conversível vermelho. Dois deles desceram do veículo, um de 23 e outro de 15 anos, enquanto os outros, de 19 e 21, deram a volta na quadra.
A vítima foi abordada na garagem, entrou em luta corporal com os bandidos e gritou por ajuda a seu pai, que estava dentro de casa e também foi agredido assim que saiu. O bandido mais velho então atirou contra Rafael no abdômen, na perna e na testa.
Rafael era sobrinho-neto do prefeito de Capivari de Baixo, Luiz Carlos Brunel Alves. O corpo foi enterrado ontem.

A vasta ‘ficha’ dos criminosos
Logo após o crime, os policiais militares de Tubarão e Laguna foram acionados e, no trevo de entrada à Cidade de Anita, os quatro criminosos foram presos pelo Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) de Laguna. Todos têm diversas passagens na polícia. O homem de 23 anos, que matou Rafael, foi colocado em liberdade em dezembro do ano passado. Estava preso por tráfico de drogas. O de 21 anos tentou matar uma pessoa quando era menor. O de 19 cometeu um assassinato na adolescência e o de 15 tem passagem por tráfico de entorpecentes.

Dois deles tiveram envolvimento no assalto ao sítio da desembargadora Salete Sommariva, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, na localidade de Nova Fazenda, às margens da BR-101, em Laguna, no dia 16 de janeiro último. Todos foram encaminhados à Unidade Prisional Avançada de Laguna, exceto o adolescente, que está à disposição do Ministério Público e será conduzido a um Centro de Internação Provisória do estado.