Maycon Vianna
Braço do Norte

O clima esquentou nas eleições de ontem em Braço do Norte. Enquanto ocorria o pleito na cidade, por volta das 14h30min, um tumulto tomou conta da rua Senador Nereu Ramos, uma das mais movimentadas do centro. Uma mulher, que transitava por uma calçada próximo a um local de votação (Colégio Dom Joaquim), foi abordada por um homem. Os dois começaram a discutir. De acordo com testemunhas, houve provocações entre ambos.

Em determinado momento, ela chamou o marido, um policial civil da cidade, pois não tinha gostado da forma com que o empresário, acusado de ser o agressor, havia se dirigido a ela. Em seguida, iniciou-se uma briga generalizada entre partidários do PP e do PMDB, além de outras pessoas. Segundo informações, o policial teria apontado a arma contra o homem. A confusão estava feita. Os militantes iniciaram um confronto que, por pouco, não chegou às vias de fato.

Até o deputado estadual Joares Ponticelli (PP), que acompanhava a disputa eleitoral em Braço do Norte, teve que procurar abrigo para se proteger da desordem em um bar próximo. Os policiais militares e outro efetivo da Polícia Civil dirigiram-se ao local para tentar conter os ânimos. Os soldados conseguiram dispersar o tumulto.
Os envolvidos no conflito, que se sentiram prejudicados, foram até a delegacia de Polícia Civil registrar boletim de ocorrência. Depois de quase 40 minutos de bate-boca, as pessoas puderam votar normalmente e com segurança.

Deputado solta o verbo

O conflito da tarde de ontem entre militantes partidários, um empresário e um policial civil foi presenciado pelo deputado estadual Joares Ponticelli (PP). Segundo ele, os policiais presentes na hora do tumulto, na rua Senador Nereu Ramos, não foram coesos.
“Tudo o que ocorreu foi filmado e encaminharemos à corregedoria da polícia de Santa Catarina para que alguma providência seja tomada. Está explicado porque há aumento de criminalidade. Isso é a forma com que alguns policiais agem”, declara Ponticelli.

Alguns membros do Partido Progressista (PP) também registraram boletim de ocorrência (BO) e querem providência. “Simplesmente chega um policial e saca a arma. O que é isso? E os policiais que vieram para controlar a confusão usaram de abuso da autoridade. Isso também está registrado no BO”, desabafa o deputado.