Tubarão

A manutenção e a troca das placas de sinalização das rodovias federais de Santa Catarina custa aos cofres públicos R$ 1 milhão por ano. A maior parte das placas precisa ser trocada por ser ‘alvo’ de vândalos. Entre os maiores problemas, estão: pedradas, tiros, pichações e furtos.

“As placas são de aço galvanizado e são furtadas para fazerem lanternagem de caminhões e de tratores. Mas o grande foco é a venda para o ferro velho. Cada placa custa no mínimo R$ 400,00. Este é o preço daquelas redondas, indicativas de velocidade. As verdes, que indicam cidades, são bem mais caras. A película usada para refletir é produzida por apenas duas fábricas no país e isso aumenta o valor final”, observa o assessor de comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Breno Maestri.

As reclamações sobre a falta de sinalização são constantes. “É que não damos conta de repor e fazer a manutenção necessária. Estamos sempre correndo atrás do prejuízo. As pessoas não se dão conta de que os valores usados para comprar as novas placas saíram do bolso deles, por meio dos impostos”, pondera o assessor.
Há poucos meses, foram trocadas 85 placas na BR-101, em Biguaçu. “Uma gangue entortava dois cantos da placa, e o outro dobrava as quatro. E quando encurva não tem como recuperar. O material que retiramos da rodovia é vendido como ferro-velho em leilões”, explica Breno.