#PraCegoVer Na foto, o símbolo da Polícia Civil de Santa Catarina
- Foto ilustrativa

Em audiência sob a presidência do Juiz Roque Lopedote, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Urussanga, três homens, de 23 22 e 30 anos, foram condenados pelos crimes de latrocínio tentado, latrocínio consumado e roubos. As penas são de 57, 52 e 34 anos, respectivamente, todos em regime inicialmente fechado. O latrocínio ocorreu na noite do dia 26 de abril de 2021, por volta das 22h30min, no bairro Bortolatto, em Morro da Fumaça, e vitimou o trabalhador Clayton Moreira da Silva, de 33 anos. Conforme as investigações da Polícia Civil, o trio armado estava em um Renault Clio branco e abordou a vítima, que estava em um VW Jetta branco. Os bandidos ordenaram que ele saísse do carro, mas o trabalhador acabou alvejado com um tiro e teve morte instantânea. Os três homens fugiram. O carro da vítima seguiu em movimento até bater um uma casa. A Polícia Militar acionada e as investigações iniciaram na sequência, pois ficou evidente de que se tratava de um crime e não de um acidente de trânsito.

Quando o inquérito foi finalizado, em junho do ano passado, seis pessoas haviam sido indiciadas, das quais quatro foram presas por suspeita de envolvimento no crime: os três homens agora condenados e uma mulher, de 35 anos, acusada de forjar um sequestro relâmpago para atrapalhar as investigações. Os outros indiciados eram suspeitos de participação em organização criminosa armada, já que davam apoio com armas, munições e outras estruturas para os crimes. As investigações mobilizaram o efetivo da Delegacia de Polícia Civil de Morro da Fumaça e da Divisão de Repressão a Roubos (CRR) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma e tiveram apoio de policiais militares da Guarnição Reforçada do 9º Batalhão da PM, dos agentes do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil (Saer) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC/K9) da 6ª Delegacia Regional de Polícia (6DRP) de Criciúma.

As investigações
A apuração da autoria do latrocínio começou na mesma noite do crime, no dia 26 de abril de 2021. Responsável pelo plantão de local de crime, um agente da Divisão de Repreensão a Roubos (DRR) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Criciúma apurou que um trio estaria praticando roubos com um veículo de características similares. Uma das vítimas destes roubos reconheceu os envolvidos e confirmou que se tratava do mesmo carro. Horas depois, o agente recebeu a informação de que a esposa de um dos suspeitos acionou a Polícia Militar. Ela afirmava de que teria sido vítima de um sequestro relâmpago e teria ficado das 19 às 23 horas no porta-malas do carro, quando então foi liberada pelos bandidos.

Ocorre que o seu depoimento para a Polícia Militar e para a Polícia Civil eram cheios de contradições. Além disso, os policiais constataram, por meio de imagens de um sistema de videomonitoramento, que a mulher nunca esteve no lugar onde havia indicado como sendo o local do suposto sequestro. Na casa dela estava o suspeito e também sua bolsa, documentos, cartões e dinheiro. Isso comprovou que a história contada pela mulher era falsa, pois ela não tinha absolutamente nada ou motivo para ser assaltada e mantida sob o poder dos ladrões. Diante disso, o casal foi detido: ele pela suspeita de latrocínio e ela pela comunicação de falso crime. No interrogatório, o homem indicou onde estava o Renault Clio usado mais cedo no assassinato de Clayton.

Antes da prisão do casal, o trio tentou praticar outro roubo. O caso ocorreu também na noite do dia 26 de abril, na BR-101, em Içara. Eles estavam no Clio e tentaram abordar um veículo, ocupado por um homem e uma mulher, que passava. Como o casal não parou, eles efetuaram um disparo. O projétil foi recuperado por agentes da Central de Polícia de Araranguá e comparado pela Polícia Científica com o encontrado na vítima de Morro da Fumaça. Descobriu-se que saíram da mesma arma. Além disso, o casal reconheceu um dos suspeitos pela tentativa de latrocínio e o veículo usado pelos bandidos para a tentativa de roubo: o Clio, utilizado mais cedo em Morro da fumaça.

Após o suspeito detido ter contado onde haviam abandonado o carro, a Polícia Científica realizou os procedimentos de perícia e identificou três impressões digitais diferentes. Uma delas era do homem já preso. Alguns dias depois os outros dois acusados foram identificados. Com as provas e com aval do Ministério Público, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário de Urussanga três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão na residência destes dois suspeitos e em outras casas, que seriam dos possíveis fornecedores de armas e drogas. Os mandados foram cumpridos na tarde do dia 4 de maio de 2021. Nas residências forma coletadas outras provas, apreendidas drogas, dinheiro e aparelhos de telefone celular, e presos os dois outros suspeitos, de 22 e 23 anos. O terceiro mandado de prisão temporária era para a mulher que forjou o próprios sequestro com o intuito de confundir os policiais e atrapalhar as investigações. Durante os cumprimentos das decisões judiciais, um homem de 28 anos também foi detido, pois foi flagrado vendendo entorpecentes. Ele em nada tinha a ver com o latrocínio, mas acabou preso pelo crime de tráfico.

Informações: Polícia Civil
Texto: Zahyra Mattar | Notisul

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