#PraCegoVer Na foto, um prédio de dois andares, com a frente espelhada, onde funciona o Fórum de Araranguá
- Foto TJSC | Divulgação

Sob a presidência da juíza Thania Mara Luz, o Tribunal do Júri da Comarca de Araranguá condenou três homens pela prática de homicídio duplamente qualificado, roubo circunstanciado pelo emprego de arma de fogo e concurso de pessoas, porte ilegal de arma e ameaça majorada pelo emprego de arma de fogo. Presos preventivamente no Presídio Regional de Araranguá desde a noite de crime, em 2 de agosto de 2021, Edgar Oliveira Martins, de 49 anos, Kevin Martins Gomes, de 28 anos, e Marcelo Nunes Gonçalves Júnior, de 21 anos sentaram no banco dos réus e, somadas as penas, foram condenados a mais de 65 anos de prisão pelo assassinato de Jean Cesar da Silva, de 28 anos. A vítima foi alvejada dentro do banheiro da quitinete onde morava, às margens da SC-447, no bairro Jardim das Avenidas, em Araranguá.

Segundo a denúncia do Ministério Público, na sessão representando pelo promotor de justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer, a motivação do homicídio teria sido o fato de a vítima ter contraído uma suposta dívida com os denunciados. Naquela noite, os três acusados arrombaram a porta do imóvel e atiraram contra Jean Cesar, que tentava se esconder no banheiro, o que o impossibilitou de esboçar qualquer reação. Os acusados foram presos na mesma noite por uma guarnição do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) da Polícia Militar. Um deles confessou o crime e contou onde estavam as armas utilizadas para alvejar Jean Cesar, uma pistola e um revólver calibre 38.

No julgamento, que teve duração de aproximadamente 12 horas, por decisão do Conselho de Sentença, Marcelo e Kevin foram condenados a 20 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, roubo circunstanciado e porte ilegal de arma de fogo. Edgar recebeu pena de 24 anos, um mês e 10 dias de reclusão, também em regime fechado, pela prática dos mesmos crimes. Os três tiveram negado o direito de responder em liberdade. Houve interposição de recurso da decisão, pelo advogado dos acusados, Vicente Machado, após a leitura da sentença, o qual foi recebido pela juíza Thania Mara Luz ao fim da sessão plenária. Cabe recurso da decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Texto: Zahyra Mattar | Notisul
Com informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina

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