A sessão do Tribunal do Júri de Araranguá foi presidida pela juíza Thania Mara Luz, e contou com a participação do promotor de justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer e advogados Gian Carlos Goetten Setter, Larissa Zeferino Jordão, Leonardo Henrique Mallmann, Vicente Machado, Henrique Ribeiro Borba e Francismara Cecília Protto - Foto: TJSC | Divulgação

Um homem de 21 anos e duas mulheres, de 23 e 43 anos, foram condenados, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em sessão do Tribunal Júri na comarca de Araranguá. O julgamento teve duração de 16 horas. No processo, que tramita em segredo de justiça, haviam sido pronunciados cinco réus. Contudo, as outras duas mulheres citadas foram absolvidas. A motivação do crime, ocorrido em junho de 2020, segundo a denúncia, teria sido o fato da vítima ter delatado co-investigados em procedimento policial. Seu corpo foi localizado em uma cova rasa, coberto de cal hidratada, terra e galhos.

Por decisão do Conselho de Sentença, uma das rés foi condenada a 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio triplamente qualificado pelo motivo torpe, meio cruel (asfixia) e dissimulação, além do delito de ocultação de cadáver. A outra mulher foi condenada a  20 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado pelo meio cruel (asfixia) e pela dissimulação e ocultação de cadáver. Já o homem foi condenado a 13 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado por dissimulação e ocultação de cadáver. O trio estava preso preventivamente – ele desde julho e elas desde agosto de 2020 – e tiveram negado o direito de responder em liberdade. Cabe recurso da decisão ao TJSC.

Entre em nosso canal do Telegram e receba informações diárias, inclusive aos finais de semana. Acesse o link e fique por dentro: https://t.me/portalnotisul