Lohana chegou a ser operada, mas não resistiu.
Lohana chegou a ser operada, mas não resistiu.

Maycon Vianna
Tubarão

As últimas palavras pronunciadas pela pequena Lohana Gonçalves de Oliveira, de um ano e 11 meses, assassinada com um tiro na cabeça por volta das 22h30min de domingo, não saem da cabeça de sua mãe, Silvia de Oliveira. Visivelmente emocionada durante o velório da menina, na tarde de ontem, na Capela Santa Terezinha, em Tubarão, ela não sabia que o marido, Renato Corrêa de Oliveira, proprietário do Bar Pantanal, recebia ameaças. “Vivíamos normalmente, não sei se pode ter sido engano. Não desejo que este rapaz que matou a minha menina sofra com a perda de uma filha”, emociona-se Silvia.

O assassinato ocorreu na rua Cândido Darela, no bairro Morrotes. Dois homens em uma motocicleta pararam ao lado do carro em que Renato dirigia e dispararam dois tiros. Um dos disparos acertou a cabeça de Lohana, que tinha pedido para sair com o pai para ir a uma locadora de DVD. O assassino e o comparsa conseguiram fugir sem deixar rastros. O pai da menina levou-a diretamente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. Ela passou por uma cirurgia de 40 minutos, mas não resistiu e faleceu.

A Polícia Civil já investiga o caso. Acredita-se ainda que possa ter ligação com acerto de contas com o pai da vítima. “O foco da polícia está nestes assassinatos recentes. O pai da vítima recebia ameaças e está em liberdade condicional. A prioridade é preservação de vida, até policiais de férias foram chamados para voltar ao trabalho”, assegura o delegado regional de Polícia Civil de Tubarão, Renato Poeta.