Maycon Vianna
Tubarão

“Não sei por que a Penitenciária de Criciúma não aceitou os presos de Tubarão”. O diretor do Presídio Regional de Tubarão, Ricardo Dias Welausen, procurava ontem à tarde uma explicação para o fato. Cerca de nove presos tiveram que retornar para Tubarão após ‘serem transferidos’, o que gerou prejuízos aos cofres públicos. “Na tarde de terça-feira, mobilizamos Polícia Militar, agentes prisionais, Pelotão de Policiamento Tático, mas os presos não foram aceitos. Isso gera transtornos”, enfatiza Ricardo.

O administrador de Tubarão ligou para a Penitenciária Sul na mesma tarde e combinado a transferência. Pelo acordo, os detentos deveriam chegar antes das 17 horas. O comboio chegou por volta das 15 horas. Como não foram aceitos, ao retornarem a Tubarão, os ‘renegados’ viraram motivo de chacota dos outros presos.

O diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Hudson Queiroz, em contato com o Notisul ontem, afirma que houve foi uma falha de comunicação. “Ficou combinado o recambiamento de cerca de 35 presos, mas ficou complicada a ida. Na realidade, não era para os nove presos terem voltado a Tubarão, e sim esperassem na Penitenciária de Criciúma”, relata Hudson. Queiroz confirmou a autorização do departamento para a transferência.

Solução será buscada hoje
A tentativa frustada gerou um certo ‘desconforto’ entre ambas as administrações da unidades prisionais. A estrutura de 30 anos do presídio tubaronense tem capacidade para 60 detentos (ontem, eram 225) e a superlotação tem feito com que os autores de alguns crimes de menor vulto não sejam presos, e apenas respondam a termos circunstanciados.

“Os delegados cumprem a autorização judicial. Fica a cargo da avaliação do delito para saber se deve ou não encaminhar para o presídio”, enfatiza Ricardo. Os diretores do Deap e do Presídio Regional devem conversar hoje para buscar uma solução para o problema.