Wagner da Silva
Braço do Norte

Um grave acidente na madrugada de ontem, na SC-438, próximo a empresa Áurea Alimentos, resultou na morte de duas jovens. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas. A colisão foi entre um Vectra, de São Ludgero, e um Renault Clio Sedan, de Braço do Norte. O motorista do Vectra fugiu sem prestar socorro às vítimas.

Cinco amigas estavam no Clio. A condutora Lígia Heidemann Schueroff, de 22 anos, e a caroneira Simone Sebastião, 24, não resistiram ao impacto e morreram na hora. O grupo viajava da serra em direção a Braço do Norte. Segundo uma das vitimas, o condutor do Vectra teria perdido o controle do carro em uma curva.

Com o impacto, o veículo de Lígia foi jogado para fora da pista. As outras três ocupantes – Jadna Gaidzinski, 18 anos, Viviani Ceolin de Souza e Josimeri Baggio, ambas de 28 anos – foram encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte.

Devido a gravidade das fraturas, elas foram transferidas com urgência para o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. Uma delas está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com politraumatismo. Outra passou por um delicado procedimento cirúrgico, em função de fraturas nas pernas. A terceira ferida recebeu os primeiros socorros e está em observação.
Até o fechamento desta página, por volta das 21h30min, o estado de saúde das três permanecia estável, com significativa melhora.

Motorista será indiciado por homicídio

O suspeito de ter causado o acidente que vitimou duas jovens de Braço do Norte e deixou outras três feridas, fugiu do local sem prestar socorro. Ele foi localizado pela Polícia Rodoviária Militar (PMRv) de Guatá no Hospital São José, em Criciúma.

Foi constado que ele está com a carteira de habilitação cassada, por exceder os pontos acumulados. Ele foi preso em flagrante por duplo homicídio doloso – quando há intenção de matar – e encaminhado à Delegacia de Braço do Norte.

Como se negou a realizar o teste do bafômetro, ele prestou depoimento e, após receber alta hospitalar, aguardará julgamento no Presídio Regional de Tubarão. O crime é inafiançável.