Dependência química foi tema de discussão em evento realizado na Unisul.
Dependência química foi tema de discussão em evento realizado na Unisul.

Tubarão

Uma pesquisa revela que 90% dos adolescentes já experimentaram drogas nessa etapa da vida. Deste índice, apenas 5% serão dependentes químicos um dia. A constatação foi explanada pelo psicólogo Léo Luciano, em recente evento realizado na Unisul, promovido pelo curso de psicologia. Leo enfatizou a importância de entender a diferença entre uma pessoa experimentar droga e tornar-se alguém que não consegue controlar o uso.

“Dependência química caracteriza-se pelo indivíduo sentir biologicamente que a droga é tão necessária quanto alimento, por exemplo”, opina. Segundo o psicólogo, é comum que os vícios em drogas pesadas comecem com as lícitas, como cigarro e bebida. “Geralmente, a pessoa encontra nelas uma válvula de escape, uma fuga para os problemas. A partir disso, se consumidas com mais frequência e sem controle, logo não serão suficientes. Essa é uma abertura para outras drogas”, esclarece.

A pessoa passa por três estágios nessa doença, o chamado núcleo de dependência química. O primeiro é a obsessão, o desejo incontrolável de consumir alguma substância. Em seguida, vem a compulsão, quando o desejo transforma-se em uma necessidade física, além de mental. Finalmente, o egocentrismo. “É a fase em que muda a vida social do indivíduo. Quando, por exemplo, fumar um cigarro torna-se mais importante naquele momento que brincar com o filho”, esclarece Leo.