Tubarão

Paulo Sergio Meller, de 49 anos, morreu por volta das 9 horas de ontem após cair cerca de dez metros de altura. Ele realizava um serviço no telhado de um centro de eventos, no bairro Humaitá de Cima. O acidente de trabalho foi presenciado por algumas pessoas.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o trabalhador caiu quando reparava o telhado do clube, danificado pelo vendaval registrado no último dia 16 de outubro na cidade. Ao chegar no local, o homem já estava morto. Ele trabalhava na companhia de um colega, que não se feriu.

O Instituto Geral de Perícias (IGP), Instituto Médico-Legal (IML) e a Polícia Civil foram acionados. A causa da queda ainda não foi apontada, mas é grande a suspeita de que o trabalhador não tenha seguido as normas da NR-35, regulamentadora do Ministério do Trabalho, a qual estabelece os requisitos mínimos e medidas de proteção para o trabalho em altura. Pode se considerar trabalho em altura toda atividade executada acima de dois metros do nível inferior, onde haja risco de queda. “O objetivo da NR-35 é estabelecer requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com esta atividade, independente se é contínua ou esporádica. As quedas podem causar lesão e até a morte, neste caso”, alerta a técnica em segurança do trabalho, Vanessa De Faveri Rosa Schiffer.

Paulo Sergio era natural de Meleiro, na região de Araranguá, mas estava morando em Tubarão. Com este caso, subiu para duas mortes na região em virtude de reparos em telhados danificados pela tempestade de outubro. Depois de ficar cinco dias internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, Antonio Marques Gonçalves, 64, morreu no último dia 22.