Tubarão

 
Mais uma fase da audiência do julgamento do grupo dos ‘gaioleiros’, de Tubarão, ocorreu ontem. A facção é acusada de comandar o tráfico de drogas no bairro Campestre. Desta vez, foram ouvidas as testemunhas de defesa dos nove acusados. Dezessete pessoas prestaram depoimento durante quatro horas.
 
A defesa ainda pode manifestar-se acerca da substituição de alguma testemunha. Depois, vêm as alegações finais. Caso não haja nova solicitação pelas partes, a condenação é definida. Os trabalhos são presididos pela juíza Liene Francisco Guedes, da 2ª Vara Criminal.
 
As testemunhas de acusação – cerca de 20 – e os réus, com idades entre 20 e 45 anos, já foram ouvidos. As sessões iniciaram em janeiro, em várias etapas, pela complexidade do processo e o grande número de pessoas envolvidas. 
 
Naquele mês, os integrantes do grupo receberam alvarás de soltura, decretados pela 4ª Câmara Criminal. O acusado de comandar a facção e seu pai ganharam liberdade. Outro filho permanece preso por responder a outro processo. Os demais também foram soltos. 
 
A quadrilha é acusada de tráfico de drogas e associação ao tráfico, porte ilegal de arma de fogo e crime ambiental. As prisões começaram em julho do ano passado, quando vários mandados de prisão foram cumpridos pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão.
 
Armas, munições, drogas, coletes balísticos e valores altos em dinheiro foram apreendidos.  Os indícios ainda apontam forte ligação com brigas de traficantes por disputas de pontos de droga.