Maycon Vianna
Tubarão

A vida do vigilante Sérgio Marcel Espíndola, 34 anos, mudou completamente depois da madrugada do dia 6 de junho. Quando estava em uma festa no bairro Fábio Silva, na localidade da Pedreira, por volta das 2h35min, repentinamente recebeu uma facada pelas costas. “Tinha ido comprar um cachorro-quente e não senti direito a faca entrar no meu corpo. Minha primeira reação foi virar e dar um soco. Foi uma reação momentânea, de sangue quente, quando não medimos as conseqüências”, relata.

Quando conseguiu acertar o jovem, após abafar a briga, Sérgio começou a sentir dores e foi ajudado pelos amigos. “Não conseguia mais ligar o carro, já estava mal. Pedi ajuda para ir ao hospital”, lembra.
Sérgio deu entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição em estado grave. A faca de cozinha usada no crime, de aproximadamente 15 centímetros, atravessou o corpo do rapaz e chegou a perfurar o baço e os rins.

“Os médicos fizeram de tudo, mas não acreditam que eu pudesse me recuperar. Fiquei quatro dias na UTI”, relata.
Sérgio está ‘encostado’. Ele mora com a esposa e duas crianças no bairro Fábio Silva, ainda está em fase lenta de recuperação e espera que possa voltar a ter uma vida normal, sem seqüelas.