Maycon Vianna
Tubarão

Deitado em um dos leitos do Hospital Nossa Senhora Conceição (HNSC), em Tubarão, com um soro pendurado e a perna esquerda enfaixada após passar por uma cirurgia e ser constatada uma fratura na tíbia. Este é o retrato de Felipe da Silva Machado, 20 anos, que levou um tiro próximo ao tornozelo, na tarde de quarta-feira, em frente à loja Toca da Formiga, na rua José Ferreira, em Oficinas.
De acordo com o jovem, ele foi alvejado de surpresa. “A proprietária da loja chamou-me para atender um rapaz que chegou em um Vectra branco. Um deles eu conhecia, o outro não. Eles estavam nervosos. Não esperava que o pior fosse ocorrer”, conta Felipe.

Ontem, um dia após o fato, ele lembra dos detalhes. “Cheguei próximo ao carro, conversei com o motorista enquanto o outro abriu a porta e disse duas palavras antes de atirar: ‘E daí?’”.
Felipe relata que não deu nem tempo de esboçar reação. “Ele colocou a mão por baixo da camiseta e sacou a arma. O atirador estava de óculos escuros e fiquei a 20 metros quando ele efetuou o disparo. Só deu tempo de correr”, diz.

O rapaz ainda conseguiu pedir socorro

O jovem Felipe Machado da Silva, 20 anos, baleado na perna quarta-feira, conseguiu pedir socorro dentro da loja. Ele caiu todo ensanguentado em uma escada, onde ficou até a chegada dos bombeiros. “Nunca tive problema com drogas. Isso não foi acerto de contas. Creio que houve um equívoco por parte do rapaz que atirou”, diz.
Ainda segundo Felipe, o motivo que poderia ter levado o atirador a tentar matá-lo foi ciúme. Na noite anterior, o jovem, que é esportista e gosta de praticar skate, enviou uma mensagem para o celular da namorada do atirador.

“Ela tinha me convidado para ir em uma festa, mas nada a ver. Somos apenas amigos, não tinha segundas intenções. Acredito que ele possa ter visto a mensagem e não ter gostado. E aí, veio tirar satisfação”, enfatiza. Os investigadores da Polícia Civil de Tubarão continuam em busca dos dois rapazes que estavam no carro.