Rafael Andrade
Tubarão

Uma briga generalizada entre quatro moradores de rua, ‘residentes’ sob as pontes Nereu Ramos e Heriberto Hülse, próximo ao Terminal Intermunicipal de Tubarão, no centro, quase terminou em tragédia. O fato ocorreu às 15 horas de ontem. Um jovem de 25 anos teve o abdômen e o peito perfurados três vezes por uma ‘colega’, de 16 anos.

A menor utilizou uma garrafa de vidro quebrada como arma. Um gole de cachaça e uma tentativa de abuso sexual teriam motivado a briga. Dezenas de pessoas testemunharam os gritos e as discussões. A namorada do homem agredido – também moradora de rua -, de 27 anos, tentou separar os brigões e acabou atingida por alguns socos. O companheiro da adolescente também se envolveu.

A Polícia Militar agiu com rapidez e conseguiu evitar que a confusão terminasse em uma tragédia. Um outro agressor, de 31 anos, também foi detido. Contra ele haviam quatro mandados de prisão em aberto pelos crimes de furto, roubo e agressão. Os ‘colegas’ foram levados à Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso.

O rapaz dos mandados foi encaminhado ao Presídio Regional de Tubarão. A vítima e a namorada foram conduzidos ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), onde foram medicados. O rapaz não corre risco de morte.

O homem não quis representar a tentativa de homicídio. A adolescente, porém, denunciou o homem por tentativa de abuso sexual. Ele também responderá, em liberdade, por importunação ofensiva ao pudor. A menor foi reencaminhada para os pais.

O que fazer?
Na região onde houve a confusão de ontem, existe uma grande concentração de moradores de rua. São mais de dez pessoas. A quantidade de lixo mostra que o local é habitado por vários meses. “Existe uma parceria entre a Polícia Militar, a 8ª promotoria pública e secretarias de assistência social e saúde da prefeitura. Estes órgãos avaliam a condição de cada morador de rua para executar internações compulsórias, ou seja, com interdição do estado. Outra ação para retirá-los da rua é a locomoção deles para casas de parentes”, destaca o major Giovani Livramento, comandante da 2ª Companhia do 5º Batalhão da PM.