Os três suspeitos de envolvimento no assassinato da jovem paranaense Amanda Albach da Silva, de 21 anos, estão presos preventivamente. O crime, ocorrido no dia 15 de novembro do ano passado em Itapirubá Norte, em Imbituba, chocou a região devido a crueldade.

A garota morava em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, e veio para Santa Catarina com um casal de amigos passar o feriado da Independência da República em Imbituba, na casa de amigos.

Após um desentendimento, este amigo, sua companheira à época e o irmão dele a mataram a tiros e enterraram. O suspeito de ser o executor já estava preso temporariamente e teve a prisão convertida para preventiva pela justiça.

Última postagem de Amanda Abach nas redes sociais ocorreu em 13 de novembro. Na foto ela está na Praia do Canto, em Imbituba – Foto: Redes Sociais | Reprodução

Os outros dois acusados de participarem do homicídio chegaram a ser detidos no início das investigações, mas haviam sido soltos. Agora, com as novas provas levantadas pela Polícia Civil, eles foram detidos na cidade gaúcha de Canoas e levados à audiência de custódia, que atestou a legalidade da prisão.

Após análise de registros do uso de celulares e de divergências nos interrogatórios dos suspeitos, entre outros indícios, ficou claro para os investigadores que os três agiram em conjunto.

Ao se manifestar favoravelmente à prisão preventiva dos dois e pela conversão da prisão temporária do primeiro suspeito à preventiva, a Promotora de Justiça Gabriela Arenhart, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Imbituba, argumentou que deixá-los livres representaria risco às investigações, à ordem pública e à segurança das testemunhas.

A Promotora de Justiça lembrou que os três já teriam tentado obstruir as investigações ao fugirem para a cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, após os crimes, além de supostamente tentarem destruir os seus aparelhos celulares.

O Ministério Público também apontou depoimento de testemunha que afirmou temer depor por medo dos acusados e descreveu como os crimes teriam sido praticados de forma cruel e sem dar qualquer chance de defesa à vítima, o que comprova a periculosidade dos investigados e a necessidade de mantê-los encarcerados.

Agora, o próximo passo será o ajuizamento da ação penal pública, quando o Ministério Público deverá oferecer a denúncia contra os acusados à Justiça, na qual a Promotora tipificará os crimes pelos quais os investigados deverão ser processados e estabelecer eventuais circunstâncias qualificadoras.

 

O crime
Mãe de uma menina de dois anos, a jovem paranaense Amanda Albach da Silva desapareceu no dia 15 de novembro de 2021, após passar o feriado no litoral catarinense. Nesta mesma data, ela enviou uma mensagem de áudio para a família, onde dizia que estaria retornando para casa durante a madrugada.

Sem conseguirem contato com a vítima, a família registrou o seu desaparecimento. A denúncia chegou ao conhecimento da polícia catarinense quatro dias depois, em 19 de novembro. Por 18 dias os policiais dos dois estados realizaram buscas pela jovem, até que seu corpo foi encontrado na praia de Itapirubá.

Corpo de Amanda foi encontrado enterrado na Praia de Itapirubá Norte, em Imbituba – Foto: Polícia Civil de Santa Catarina

No decorrer das investigações, descobriu-se que o áudio enviado por Amanda no dia 15 de novembro foi gravado por ela minutos antes de sua execução. Depois disso, ela teria sido obrigada a cavar a própria cova ante de ser morta a tiros.

O crime foi motivado, segundo depoimento do acusado de matar a jovem, porque a garota teria contado sobre o envolvimento dele com tráfico de drogas e tirado uma foto de sua arma. Não gostou da situação e a matou.

 

 

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