Maycon Vianna
Laguna

O suspeito de assassinar a tiros a secretária Daianny Tavares Ribeiro, 25 anos, no último dia 23, em Laguna, entregou-se ontem de manhã na Central de Polícia Civil do município. O acusado, 37, foi à delegacia apresentar-se, acompanhado da advogada. Após 11 dias foragido, o suspeito resolveu aparecer. Segundo policiais civis, ele estava com a prisão preventiva em aberto.
O homem foi encaminhado à Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna, onde se encontra em uma cela de triagem, até ser decidido se ele será transferido ou não para outro presídio da região.

O rapaz, acusado de assassinato, havia terminado um relacionamento com Daianny, que trabalhava em um escritório de advocacia no centro histórico. Testemunhas afirmam (porém, não é possível confirmar) que ele efetuou quatro disparos contra a vítima, aparentemente por não aceitar o fim do namoro. A jovem morreu no local.
O atual namorado de Daianny, o eletricista João Carlos Bohrer, 40 anos, também foi alvejado com dois disparos na rua 15 de Novembro.

Ele foi encaminhado pelos bombeiros, em estado grave, ao Hospital Nosso Senhor dos Passos, em Laguna. Estranhamente, no dia 24, mesmo baleado e correndo risco de morte, fugiu do hospital, passou no velório de Daianny e ainda está desaparecido. João Carlos era considerado pelos investigadores como testemunha-chave contra o atirador.
O acusado, preso ontem, pode responder por tentativa de homicídio. O inquérito policial ainda não está fechado.

Homem nega ter matado a sua ex-companheira

Após se apresentar à Central de Polícia Civil de Laguna, na manhã de ontem, o principal suspeito (37 anos) de assassinar Daianny Tavares Ribeiro, no fim da tarde do dia 23 janeiro, negou ser o autor do crime. Segundo a delegada Vera Spalding Lessa, que acompanha o caso, ele confessou ter efetuado os disparos somente contra o atual namorado da jovem, mas afirmou, em depoimento, que não é o assassino de Daianny. “Há os indícios, alguns álibis, mas é preciso esperar o laudo pericial. Não é possível confirmar.

Precisamos encontrar o rapaz atingido, que está desaparecido, para fecharmos o inquérito”, confirma a delegada Vera.
O crime causou comoção em Laguna. Ainda há a hipótese de crime passional. A arma usada no assassinato, um revólver calibre 38, não foi encontrado por ter sido dispensado em local desconhecido. Os projéteis que estavam no corpo da vítima estão sob análise pericial.