#PraCegoVer Na foto, uma pistola e várias munições
A arma utilizada pelo criminoso para ameaçar as vítimas foi encontrada na casa onde ele estava escondido junto com várias munições - Foto: PCSC | Divulgação

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Araranguá e Vacaria, no Rio Grande do Sul, prendeu um homem de alta periculosidade, suspeito de praticar de estupros e roubos em série nos dois Estados. Após investigações, descobriu-se que o criminoso estaria escondido em uma casa no Balneário Arroio do Silva. No amanhecer desta terça-feira (19), os policiais seguiram para o endereço a fim e cumprir os mandados judiciais de prisão temporária, busca e apreensão e coleta coercitiva de DNA, expedidos pela Justiça da Comarca de Araranguá após a representação pela delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI/PCSC) da cidade contra o homem, de 33 anos. O suspeito é natural da cidade gaúcha de Passo Fundo e estava foragido da Justiça, pois já tinha contra si um mandado de prisão em aberto pela Vara das Execuções Criminais de Pelotas (RS), com validade até 2037, por crimes de porte ilegal de arma de fogo, roubo majorado e homicídio qualificado.

Ele recebeu voz de prisão e, na casa, a polícia localizou uma arma de fogo utilizada pelo homem: uma pistola, calibre 765, com numeração adulterada e 29 munições. Em Santa Catarina, o primeiro crime cometido por ele foi registrado pela vítima no dia 23 de fevereiro deste ano. O segundo ocorreu no dia 5 de março. O terceiro caso foi descoberto no decorrer das investigações: foi praticado no fim de setembro de 2021 e não chegou a ser registrado pelas duas mulheres. Foram instaurados inquéritos policiais e apurou-se que se tratava do mesmo suspeito, que na ocasião ainda não estava identificado, pois a forma de agir era idêntica em todos os casos.

Conforme as investigações, o homem fazia contato com garotas de programa por um site e marcava o encontro em local íntimo, onde estuprava as vítimas com uso de uma arma de fogo, amarrando-as. Após o estupro, ele roubava os pertences pessoais das vítimas e as obrigava a fazer depósitos. Por fim, as obrigava a ingerir remédio de uso controlado, dopando-as. Entre as vítimas em Santa Catarina e no Rio Grand ido Sul há quatro mulheres transsexuais. No decorrer das investigações, a DPCAMI de Araranguá teve notícia de outras duas vítimas de crimes ocorridos em Araranguá. Porém, elas não registraram o fato porque eram ameaçadas pelo investigado. No Estado gaúcho, o homem praticou o mesmo crime três vezes. Em todos os casos ele agiu da mesma forma e todas as vítimas foram ainda espancadas com violência. A investigação em Santa Catarina também teve apoio Diretoria de Investigação Criminal (DIC) e da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Araranguá.

Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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