Maycon Vianna
Tubarão

Os moradores da rua Martinho Ghizzo, localizada próximo a barzinhos do bloco pedagógico da Unisul, no bairro Dehon, reclamam do excesso de barulho e da bagunça generalizada ocasionada pelos jovens em dias de eventos. A primeira reclamação maciça ocorreu no último dia 12, quinta-feira, quando ocorreu a recepção aos calouros. Um palco montado em frente aos bares foi o principal motivo da reclamação.

Na noite de ontem, ocorreu mais um evento, com apresentação ao vivo de uma banda. E os vizinhos não perderam tempo. Ontem mesmo, reclamaram novamente dos excessos provocados pelos estudantes à polícia e à prefeitura. “Quando termina o show, começa a confusão. Tem gente que passa rindo, urina na frente das casas, faz uso de drogas. Não é tanto pelo som, porque eles encerram às 23 horas, mas até camisinha já foi encontrada dentro do meu pátio”, reclama a doméstica Ortenila Pandini Silvestrini, 63 anos.

A opinião da professora aposentada Irma Corrêa não difere das reivindicações de Dona Ortenila. Irma que também é morada da rua Martinho Ghizzo e não sabe mais a quem recorrer. “Tenho até que mudar de quarto para dormir. O barulho é excessivo. Há muita sujeira em frente da casa, nas bocas de lobo, que entopem”, lamenta.
De acordo com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, existe um alvará que autoriza a realização do evento das 21 às 23 horas, e o papel da polícia é fazer o trabalho de policiamento preventivo. “Se houver necessidade de intervir em alguma ocorrência, faremos este trabalho. Agora, não podemos julgar se é certo ou não. Não podemos entrar em confronto direto por causa de reclamações com barulho. A PM faz o trabalho de segurança pública”, relata o major Ângelo Bertoncini.

Problema já foi debatido

O problema relacionado à reclamação de quem mora em residências localizadas próximas ao local do palco do show chegou até o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Rodrigo Darela. Ele confirma que integrantes do diretório da Unisul entraram em contato com um dos moradores, por meio de uma reunião e ficou acertada uma solução.

“Contratamos seguranças para evitar que os mais exaltados, seja pelo excesso de bebidas ou drogas, não incomodem os moradores. O horário de encerramento do som é respeitado segundo o alvará emitido pela secretaria de trânsito da prefeitura de Tubarão. Respeitaremos a decisão da polícia e dos órgãos responsáveis”, declara.
Para o secretário de segurança, João Batista de Andrade, o evento está dentro das normas e o horário será respeitado pelos organizadores do evento. “Qualquer tipo de evento com banda musical e palco no meio da rua geram manifestações contrárias. A Guarda Municipal, as Polícias Civil e Militar já sabem como atuar e confio no trabalho deles”, destaca Batista.

Se as alterações não surtirem efeito, os moradores continuarão a protestar. “Já fui na prefeitura, na polícia e nos demais órgãos. Só espero que cumpram com a promessa e façam manter a ordem e a segurança nas ruas próximas à Unisul”, revela um morador.