Rafael Andrade
Tubarão

Seis detentos conquistaram vagas para trabalhar dentro do próprio Presídio Regional de Tubarão. O grupo foi contratado pela Botega ThermoSystem, que fechou uma parceria com a direção da unidade carcerária. Os trabalhos iniciaram ontem. Outras quatro empresas proporcionarão trabalho de ressocialização.

“Já fechamos com uma fábrica de bolas, de grampos, de acabamento de móveis e de rejuntes. São empresários que perceberam a boa mão-de-obra dos 310 presos que estão aqui (no presídio, até ontem à tarde) e pode ser bem aproveitada. Ao mesmo tempo, a reeducação é garantida”, informa o diretor, Décio Paquelin.

Quarenta presidiários serão beneficiados enquanto não fica pronto o novo prédio da unidade prisional tubaronense, no bairro Bom Pastor. “Agora, não temos muito espaço para a realização de trabalhos internos, mas pretendemos ampliar a mão-de-obra e as parcerias com outras indústrias depois de concluído o novo prédio”, revela Paquelin.
Um detento que produz redes de pescas também trabalha em uma sala especial do presídio. “Eu já fazia isto lá fora e me deram esta oportunidade aqui. Agradeço”, comemora um presidiário.

As indústrias remuneram os reclusos de acordo com a produtividade. O salário é pago ao familiar mais próximo. E o que os deixa mais felizes é saber que, a cada três dias trabalhados, um é descontado da pena. Eles produzem em dois períodos: das 8h30min às 11 horas e das 13 às 17h30min – de segunda à sexta-feira. “Ocupamos a mente durante este tempo e o melhor: reduzo a minha pena a cada três dias”, frisa um outro presidiário.