Rafael Andrade
Tubarão

Uma das sindicâncias mais complicadas averiguadas até hoje pela equipe da corregedoria da secretaria estadual de justiça e cidadania chegará ao fim amanhã. O procedimento investiga a participação de dois agentes penitenciários e de um ex-diretor do Presídio Regional de Tubarão, no caso do uso indevido de uma viatura (uma Blazer) do Departamento de Administração Prisional (Deap).

Os fatos ocorreram em 9 de dezembro do ano passado, na praia do Rosa, em Imbituba. Jornais de todo o país deram ênfase as possíveis irregularidades praticadas pelos envolvidos.

Na época, dois reclusos do Presídio Regional de Tubarão estavam, sem algemas, junto com dois agentes – um deles era terceirizado. Fabrício Buss, diretor da unidade na época, teria autorizado o grupo ir até Imbituba para pegar um notebook e fiação elétrica para uso administrativo no presídio.

A Polícia Civil de Imbituba chegou a prender os agentes e acusá-los de formação de quadrilha e associação ao tráfico. Mas as únicas coisas encontradas com eles foram duas latas de cerveja – as quais a corregedoria também apurou se foram, ou não, implantadas no carro.

Divergências à parte, um relatório resumido do processo da sindicância, que tem mais de 300 páginas, será entregue amanhã na secretaria estadual de segurança pública (SSP).

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Não foi divulgado o conteúdo do relatório, mas o caso seguirá sob investigação na corregedoria geral da secretaria estadual de segurança pública. Os funcionários investigados estão afastados por tempo indeterminado. “Foi um procedimento difícil. Muitas pessoas foram ouvidas. Ainda farei as últimas adequações no relatório amanhã (hoje). Posso adiantar que deste procedimento desenrolou outros que também foram investigados. Por isso, a demora”, antecipa Cleto Navagio de Oliveira, corregedor responsável pela sindicância.