Um servidor comissionado da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Imbituba foi preso pela Polícia Civil da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ele foi detido pela prática de peculato – crime em que um funcionário público se apropria de bem em virtude do cargo que ocupa.

O envolvido, que foi preso na BR-158 neste sábado (3) por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, confessou que furtou neste fim de semana, fora do horário do expediente, 450 caixas de luvas cirúrgicas da sede da secretaria (cada caixa contém 100 luvas).

Ele ainda disse, em depoimento, que revenderia a mercadoria a um receptador no estado gaúcho. O material furtado da prefeitura de Imbituba está avaliado, segundo nota fiscal, em R$ 8,1 mil.

O autor do crime, que responderá judicialmente por peculato, estava em um veículo de outro servidor comissionado da prefeitura. Ambos serão exonerados sumariamente pela administração municipal.

A Polícia Civil descobriu a ação criminosa após a denúncia de que o automóvel estaria transportando drogas, porém a informação não se confirmou.

Nota publicada pelo prefeito Rosenvaldo Júnior nas redes sociais:
A respeito do caso dos servidores municipais presos no início desta noite (ontem) pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, acusados de peculato, cumpre-nos informar que:

“Ao ter conhecimento do caso, imediatamente procedemos com a exoneração dos funcionários acusados/envolvidos neste lamentável e inaceitável episódio. Além disso, instauramos sindicância para apurar todos os fatos e vamos punir com todo rigor, uma vez que se não bastasse o fato em si, o momento atual, onde estamos trabalhando a fim de minimizar os ônus deste período tão difícil para a humanidade, qualquer tipo de ação que desonere a população precisa ser exemplarmente cabível de penalidade. Estamos realizando o levantamento de todo o estoque da Secretaria de Saúde para verificarmos qualquer outro dano ao patrimônio público. Queremos assegurar que nenhum prejuízo aos cidadãos e aos cofres públicos aconteça. Ainda que o caso necessite de apuração e conclusão, seja enquanto prefeito, seja como cidadão, me sinto indignado e desrespeitado por pessoas que usam de suas posições no serviço público para se autobeneficiar. Jamais, enquanto eu estiver à frente do município, serei conivente com este tipo de prática e vamos até o fim para elucidar totalmente o caso”.

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