Paulinho Sachetti
Tubarão

Tubarão viveu um começo de semana bastante tenso depois da rebelião no Presídio Regional de Tubarão, que começou no último domingo à tarde e terminou apenas na segunda-feira, pela manhã. Foram horas de tensão e medo. Os últimos dias foram de muito trabalho para tentar consertar os estragos feitos pelos rebelados.

Cerca de 95% das celas, grades e portas foram danificadas. Mais de 50 presidiários foram transferidos para São Pedro de Alcântara (e outras cidades) e só devem voltar depois que todo o prédio esteja apto a recebê-los novamente.

Para a moradora do bairro Humaitá de Cima, cuja casa é vizinha ao presídio, Olívia da Silva, 54 anos, a rebelião mostrou a insustentabilidade do local e a necessidade de uma nova unidade prisional. “Não é possível que o município não consiga doar um terreno para construir um novo prédio. Será que é preciso ter morte aqui para que se sensibilizem?”, pergunta indignada.

Outra dona de casa afirma que não consegue mais dormir. “Desde domingo, não durmo direito. Qualquer barulho, acordo. Vou esperar mais uns meses e, se este presídio não sair daqui, vou me mudar”, afirmou. Durante a semana, foram retirados do presídio inúmeros entulhos, deixados pelos presos depois do motim.