O secretário de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP), Edemir Alexandre Camargo Neto, voltou a confirmar a intenção do governo estadual em construir uma nova unidade prisional em Laguna para substituir e desativar a atual, localizada no bairro Progresso. Ele concedeu uma entrevista à Rádio Cidade, de Tubarão, e reafirmou o que havia dito em junho.

“O que temos em Laguna é um equipamento de segurança – e uma unidade prisional é um equipamento de segurança – desatualizado”, disse o gestor. “Assim como foi construída uma nova unidade de bombeiros militar e assim como compramos viaturas novas, a gente precisa pensar numa unidade atualizada de segurança pública e prisional”.

Camargo Neto reforçou que os estudos estão em fase preliminar e não há nada concreto. “A afirmação que determinados atores colocam que vai ser penitenciária ou presídio com três mil internos, […] [Vem de] pessoas que, infelizmente, querem se aproveitar do momento político e a gente não vai entrar nessa seara. Enquanto gestor de uma pasta técnica, a gente quer trazer a luz para as pessoas”.

O secretário também lembrou do processo de implantação do presídio de Canhanduba, em Itajaí, quando Balneário Camboriú recusou a proposta de uma unidade prisional no centro do município e em conjunto com as cidades vizinhas, foi adquirido um terreno e doado ao Estado para que a construção ocorresse distante do núcleo urbano.

A SAP trabalha com a ideia de aproveitar terrenos da antiga Companhia de Distritos Industriais de Santa Catarina (Codisc) na entrada da cidade. Em 2017, uma tentativa de erguer uma penitenciária no mesmo local foi negada sob forte protesto. A nova intenção também enfrenta resistências de empresários e moradores daquela região. Recentemente, outdoors foram colocados às margens da rodovia SC-A-101-F, de acesso ao município, para protestar contra a proposta. As placas publicitárias são assinadas pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista (Sindilojas), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Empresarial de Laguna (Acil).

Camargo Neto também assegurou que somente após o projeto pronto é que se poderá abrir um canal de discussão sobre o tema, incluindo possíveis audiências públicas e elaboração de estudos de impacto de vizinhança. “A SAP está tratando internamente para depois levar ao alto escalão do governo e consequentemente estabelecer diálogo com o município e fazer uma proposta para toda a população, sociedade civil organizada, no sentido de: ‘Nós temos um equipamento de segurança desatualizado e queremos oferecer um que é mais atualizado’”. Ainda não há um prazo definido para a conclusão dos estudos.

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Fonte: Agora Laguna