Foto: Julio Cavalheiro | Governo do Estado

Os números de mortes violentas, roubos de pessoas e de veículos em Santa Catarina são os menores índices da série histórica, iniciada em 2008 no Estado. Os dados, referentes ao ano passado, foram apresentados pelo Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial na tarde desta segunda-feira (17).

No caso das mortes violentas – que levam em consideração homicídios, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e confrontos com a polícia -, a diminuição foi de quase 10%, o que significa 72 mortes a menos. Em relação aos homicídios, a queda é de 8,6% no índice proporcional. Os roubos caíram 2,7%; e os roubos e furtos a veículos diminuíram 2,2%.

Para o presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, Giovani Eduardo Adriano, o trabalho agora está focado na manutenção dos índices em queda ao longo de 2022. Segundo ele, a tendência é de um retorno à normalidade, com a diminuição dos efeitos da pandemia. Isso exigirá um esforço extra das forças de segurança.

Este será um ano de desafios, pois teremos um aumento da circulação de pessoas, o que consequentemente pode levar a mais crimes. Também estamos focando muito no combate aos crimes virtuais, que vêm crescendo nos últimos anos”, afirma Giovani.

Comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcelo Pontes ressalta que Santa Catarina registra sucessivas quedas nos principais índices de criminalidade desde o ano de 2018. Para ele, os resultados demonstram que a continuidade do trabalho e a criação do Colegiado Superior foram indispensáveis, pois acarretaram numa maior integração entre as instituições.

“Temos focado muito na inteligência policial, pois nos ajuda a prevenir os crimes. O resultado é uma maior eficiência na resposta e, consequentemente, na redução dos crimes. O investimento nas forças policiais também potencializa os nossos resultados. Tivemos melhorias na comunicação, nos equipamentos e na preparação da tropa”, observa.

Do ponto de vista da Polícia Civil, o delegado-geral Marcos Ghizoni Júnior garante que o maior índice de resolutividade gera uma sensação de punibilidade nos criminosos. Com isso, eles se sentem desmotivados a cometer as infrações.

“Temos um índice de resolução dos crimes que é fora da curva no Brasil, o que desestimula a ação dos bandidos. Também é necessário destacar o exemplo da integração entre as forças e a autonomia de gestão de cada uma delas”, destaca Ghizoni.

Ao longo de 2021, coube ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina presidir o Colegiado Superior. Segundo o coronel Marcos Barcelos, comandante-geral da corporação, houve um intenso trabalho de conciliação e coesão das agências.

“Também trabalhamos intensamente junto ao Governo do Estado para obter uma maior valorização profissional. Isso estimula para que as nossas forças sigam prestando um serviço de excelência”, pontua.

 

 

 

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