Novo Hamburgo (RS)

Desde o início da investigação desconfiado do relato da companheira do sargento da reserva da Brigada Militar assassinado em Novo Hamburgo, o delegado responsável pelo caso concluiu que ela é a mandante do crime. Ezequiel Freire dos Santos, 50 anos, foi baleado e morto na rua Piauí, às margens da BR 116, no bairro Primavera, em Novo Hamburgo. 

Conforme o delegado Márcio Niederauer, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além da companheira, de 40 anos, um casal de idosos e o filho deles foram responsáveis por articular a morte do policial da reserva. Segundo a apuração da Polícia Civil, a mulher solicitou ajuda ao casal de amigos, que por sua vez, acionou um filho de criação na busca por uma pessoa disposta a matar Ezequiel por dinheiro.

Assim, o autor do crime, conforme o delegado, aceitou R$ 300 para matar o policial. Os demais envolvidos teriam dividido R$ 3 mil. O crime ocorreu em 10 de dezembro, quando o homem entrou na empresa de reciclagem do PM aposentando, simulando pretender venda de sucata. Ao abordar a vítima, que estava atrás de um balcão, o atirador fez vários disparos.

“Toda a movimentação do local foi flagrada pelas câmeras da empresa. E tudo coincide exatamente conforme depoimento do atirador que admitiu ter matado a vítima e ter recebido dinheiro para isso. Além disso, no horário que ele relatou ter solicitado que ela (a companheira de Ezequiel) fosse à casa dos idosos confirmar o mando de crime, as câmeras da reciclagem também flagraram a saída dela do local”, diz o delegado.

Em depoimento à Polícia Civil, a mulher negou participação no crime. Inicialmente, conforme Niederauer, ela também negou agressões do companheiro. Já em uma segunda oitiva, no entanto, ela disse que era vítima de violência doméstica, após depoimento de seu filho nesse mesmo sentido. No entanto, não há qualquer registro policial relativo a agressão entre o casal que estava junto a pouco mais de um ano. Para o delegado, a principal hipótese do crime é financeira, já que com a morte de Ezequiel, a viúva viria a ter direito a pensão.

Além da companheira do policial morto e do atirador, o casal de idosos está preso.