Amanda Menger
Tubarão

O feriado prolongado do Dia do Trabalhador fez a sua primeira vítima no trecho sul da BR-101 no fim da tarde desta sexta-feira. Por volta das 18h30min, um Fiat Palio de Palhoça colidiu com uma carreta de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, no quilômetro 326, em Capivari de Baixo.

O condutor do Palio, Ivan do Prado, 38 anos, faleceu no local do acidente. Outros quatro ocupantes do veículo, três homens e uma mulher, foram levados para o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) com ferimentos graves, mas sem risco de morte. Um bebê de oito meses, um menino, foi o único que estava no carro que saiu ileso. Ele foi levado ao hospital também para ficar junto com os pais.

O motorista da carreta, Pedro Lemos Ferreira, 58, não se feriu. Com o acidente, a rodovia ficou interditada por 30 minutos e houve formação de filas. O trânsito foi normalizado por volta das 20 horas. Foi é a primeira morte registrada no trecho sul da BR-101 durante a Operação 1º de Maio. O outro acidente, com dois feridos graves ocorreu quinta-feira, em Içara. Um Ford Courier de Tubarão caiu de um elevado, no quilômetro 370 na BR-101. Os dois ocupantes do veículo, Jader Fernandes, 57, e Cintia Wernker Spillere, 24, ficaram gravemente feridos e foram levados ao Hospital São José, em Criciúma.

Trecho sul da 101: um dos piores do estado
Um levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta quais os trechos de rodovias federais mais preocupantes em Santa Catarina. O trecho sul da BR-101, que passa por obras de duplicação (leia mais sobre as obras na página 3 desta edição), é considerado um dos mais críticos pela PRF. Entre os critérios utilizados, está o de conforto e segurança para os usuários da rodovia.

A 2ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Tubarão tem jurisdição sobre a BR-101, entre Paulo Lopes e a divisa com o Rio Grande do Sul, ou seja, o pior trecho da rodovia no estado. Para o inspetor da 2ª delegacia, Lauro Silveira Filho, os maiores problemas estão concentrados entre os municípios de Jaguaruna e Imbituba.

“É onde temos menos pista duplicada e liberada, há muitos desvios também e isso deixa o trânsito perigoso. Vejo ainda a parte entre Capivari de Baixo e Laguna como a mais crítica, por causa das obras e também pela ponte de Cabeçudas. O tráfego afunila e há tendência de formação de filas e congestionamento quando há o aumento do fluxo de veículos, como é o caso de feriados prolongados e durante a temporada de verão”, avalia Filho.