#ParaTodosVerem Na foto, um juiz togado segura um malhete
- Foto ilustrativa | Divulgação

O fato de ter visto a ex-mulher tomando cerveja na companhia de um amigo foi o que motivou Alex Sandro Mazzuco a tentar matar um homem com uma faca. Após denúncia oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça de Turvo, o réu foi condenado em julgamento pelo Tribunal do Júri a 6 anos e oito meses, em regime inicial fechado, por tentativa de homicídio duplamente qualificado. O promotor de justiça Cláudio Everson Gesser Guedes da Fonseca, que atuou pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) durante a sessão do Júri, sustentou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o acusado atraiu o homem dissimulando um pedido de informação.

Conforme a denúncia do MPSC, Alex Sandro conviveu, por aproximadamente três anos, em união estável com a ex-mulher. Em 2008, o relacionamento chegou ao fim. Ocorre que, muito tempo depois do fim da união, no início de 2016, o réu viu a ex-companheira tomando uma cerveja na companhia de um amigo, em um bar. A partir de então, passou a considerá-lo seu desafeto e decidiu que iria matá-lo e esquematizou um plano para isso. No dia 25 de agosto de 2016, por volta das 7h30min, o denunciado foi até a residência de Emídio Donadel, no bairro São Luiz, em Turvo, e de forma dissimulada, chamou a vítima e começou a conversar tranquilamente, demonstrando apenas curiosidade ao questionar se ela havia visto uma suposta briga ocorrida na noite anterior, no bairro Cohab.

Segundo Emídio, durante a instrução processual, o réu chegou ao portão de sua casa e pediu se poderia entrar, e como não tinha nada contra o denunciado, deixou que Alex Sandro entrasse. Pouco tempo depois da conversa iniciada, o réu sacou da cintura uma faca e desferiu um golpe no peito de Emídio. Que dada a surpresa do ataque, ficou impossibilitado de se defender, até porque nem sequer imaginava que poderia sofrer tal agressão. Embora gravemente ferido, a vítima correu para o interior da sua residência e o denunciado foi atrás. Emídio apanhou uma cadeira e, utilizando-a como um escudo, evitou um novo contato com o agressor, impedindo que Alex Sandro se aproximasse e evitando novos golpes.

Ainda segundo a vítima, o réu somente não consumou sua morte porque ele ameaçou chamar a polícia, momento em que Alex Sandro saiu do local. De acordo com o MPSC, o denunciado é multirreincidente. Antes do cometimento deste crime, ele havia sido várias vezes condenado. Na sentença, o juiz decidiu que Alex Sandro, que esteve em liberdade durante o processo e que não há fatos novos que justifiquem a prisão preventiva, poderá recorrer em liberdade.

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina

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