Amanda Menger
Imaruí

A tranquilidade de Imaruí foi interrompida fim de semana. A cidade ganhou as atenções das Polícias Militar e Civil com a localização de 23 pés de maconha, na noite de sábado e madrugada de domingo. Não bastasse encontrar a droga in natura, ontem, a PM descobriu um laboratório de refino de cocaína.

O laboratório estava em um galpão na mesma fazenda onde os pés de maconha foram encontrados. “Sábado, recebemos a denúncia dos pés de maconha. Ficamos até a madrugada de domingo no local para recolher os vasos. Ainda no domingo, fizemos uma varredura pela fazenda, mas não abrimos os dois galpões e só fizemos isso hoje (ontem). Nos surpreendemos com o que vimos. Em um dos galpões, era o laboratório e, em outro, o depósito de produtos químicos”, conta o sub-tenente Janio Vieira, comandante da PM de Imaruí.

O delegado Cláudio Monteiro, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Florianópolis, assumiu o caso. Um helicóptero foi deslocado para Imaruí para realizar os trabalhos de perícia e apreensão do material encontrado no local. “No andar de cima da casa onde estava a estufa de maconha, foram encontrados livros com anotações, notas fiscais dos produtos químicos e outros documentos que podem indicar a responsabilidade sobre o laboratório”, diz o sub-tenente.

Pelo trabalho realizado ontem, pela Deic, PC e PM de Imbituba e Imaruí, não foram localizadas drogas. “Aparentemente, não havia drogas, além dos pés de maconha. Era um serviço profissional. Pode ser o maior laboratório de refino já encontrado no estado. Agora, a PC investigará para saber quem era o responsável pelo laboratório, se a fazenda estava alugada, de onde vinha a pasta base e para onde vendiam”, diz Janio.